Espaço Maker em escola no Coque deve servir aos moradores

Impressora 3D e projetos tecnológicos de laboratório de Escola Municipal José Costa porto podem servir aos problemas da comunidade

Novo Laboratório tem quatro áreas distintasNovo Laboratório tem quatro áreas distintas - Foto: Kleyvson Santos/Folha de Pernambuco

Um laboratório com espaço maker e impressora 3D instalado numa escola municipal do Coque, na Zona Central do Recife, pode, em pouco tempo, ajudar a resolver problemas práticos da própria comunidade. O espaço maker é uma de quatro possibilidades do laboratório inaugurado na última sexta-feira pela prefeitura do Recife, na Escola Municipal de Tempo Integral José Costa Porto. Ainda há um espaço para ciência básica, para instrumentação científica e para robótica no local, que começa a funcionar normalmente nesta segunda-feira (29).

De acordo com o diretor executivo de tecnologia na educação do Recife, Francisco Luiz dos Santos, a ideia do espaço maker é justamente que ele se integra à comunidade em relação às demandas. “Eles podem resolver dramas da comunidade, dificuldades em casa e até problemas individuais, dependendo de como forem utilizadas. Pode se criar uma maçaneta especial, uma cápsula especial, a depender do que se precise. O processo para conseguir realizar isso é um aprendizado”, explicou. O laboratório, assim, não é um fim por si só. “Aqui teremos um pacote completo de mecânica fina e eletrônica.”

O coque ainda terá uma vantagem em relação às outras escolas com laboratórios de ciências. Ele será utilizado pelo ensino fundamental dos anos iniciais. “Tecnologias mais simples de todos os laboratórios poderão ser utilizados pelos alunos mais jovens”, comentou o secretário de educação do Recife, Bernardo D’Almeida. O laboratório pode receber até 40 alunos simultaneamente, divididos em suas quatro áreas. “Esse é o quarto de 13 laboratórios que pretendemos criar neste ano. O próximo será na Escola Dom Bosco, em Jardim São Paulo.”

Pedro Henrique dos Santos, de 10 anos, morador do Coque e aluno da escola, já havia tentando criar slimes em casa, assistindo do youtube, mas sempre algo dava errado. “Estou muito feliz por ter conseguido tão bem dessa vez. Mas queria mesmo era criar um robô. Ele ajudaria os professores a limpar a sala quando terminasse a aula, seria vermelho e teria olhos azuis”, sonha, olhando o aparelhos eletrônico produzidos por outros alunos. Agora será possível aprender a criar robôs na escola. “As coisas agora vão ser diferentes, com o novo laboratório. Eu nunca tinha feito slime. Agora temos os produtos e estamos realizando”, opinou Richard Amarante, de 11 anos.

Veja também

Pandemia desacelera, mas EUA não se dispõe a abrir fronteiras como a UE
Internacional

Pandemia desacelera, mas EUA não se dispõe a abrir fronteiras como a UE

Recife fará busca por quem ainda não tomou segunda dose de vacina contra a Covid-19
Imunização

Recife fará busca por quem ainda não tomou segunda dose de vacina contra a Covid-19