Espanhol é ferido em ataque no Memorial do Holocausto em Berlim
Polícia detalhou que o espanhol foi transferido ao hospital para ser operado e seu estado é "estável"
Um cidadão espanhol de 30 anos ficou gravemente ferido nesta sexta-feira (21) em Berlim, após ser atacado no Memorial do Holocausto, e a polícia prendeu um suspeito nas imediações do monumento, a dois dias das eleições gerais na Alemanha.
Jornalistas de AFP gravaram e fotografaram o momento em que os policiais capturaram um jovem. O homem estava estirado no chão e os agentes o algemaram por volta das 20h45 (16h45 em Brasília). "Temos o suspeito", gritaram os policiais a seus colegas.
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O suspeito tinha "sangue nas mãos", declarou o porta-voz da polícia, Florian Nath, no local dos fatos. "É provavelmente o suspeito que atacou o espanhol aqui no Memorial", acrescentou.
O ataque ocorreu por volta das 18h locais (14h em Brasília), em pleno centro de Berlim, perto da embaixada dos Estados Unidos e do Portão de Brandeburgo. A arma utilizada no ataque não foi encontrada, mas a polícia acredita que era uma faca.
Os investigadores não puderam comentar de imediato sobre a motivação do ataque nem sua possível relação com o memorial, inaugurado em 2005 para homenagear os milhões de judeus assassinados pelos nazistas durante o Terceiro Reich.
"Não temos ideia de qual foi o motivo", insistiu o porta-voz da polícia. A vítima recebeu "vários golpes na parte superior do corpo", destacou.
A polícia detalhou que o espanhol foi transferido ao hospital para ser operado e seu estado é "estável".
O ataque ocorre às vésperas das eleições legislativas no país, onde as pesquisas colocam o partido de extrema direita Alternativa para a Alemanha (AfD) em segundo lugar, atrás dos conservadores.
Durante a campanha, ocorreram vários ataques com facas e atropelamentos em massa que chocaram o país.
Local isolado
Nas imediações do Memorial do Holocausto, era possível ouvir sirenes e as forças de segurança isolaram um perímetro.
Um jornalista da AFP presente no local informou que havia dezenas de viaturas da polícia e um caminhão dos bombeiros.
O jornal local Bild noticiou um "ataque com faca" e afirmou que os serviços de emergência estavam atendendo várias pessoas que estão em "estado de choque".
A campanha eleitoral na Alemanha foi marcada por uma série de ataques, incluindo um atropelamento múltiplo em um mercado de Natal em dezembro, em Magdeburgo, que deixou seis mortos e foi atribuído a um psiquiatra saudita.
Em janeiro, uma criança e um adulto morreram após serem atacados com facas em um parque em Aschaffenburg, no sul da Alemanha.
A menos de dez dias das eleições, outro atropelamento múltiplo ocorrido em Munique deixou dois mortos, uma mulher e sua filha de dois anos.
O principal suspeito é um afegão que, segundo as autoridades, tinha uma "orientação islamista".
Após o atropelamento, o chefe do governo, o social-democrata Olaf Scholz, afirmou que o agressor deveria ser punido e "deixar o país".
A questão da imigração tem centrado grande parte da campanha eleitoral na Alemanha. As últimas pesquisas colocam o candidato conservador do partido CDU, Friedrich Merz, em primeiro lugar.
O AfD também deve conseguir um avanço significativo, e algumas pesquisas projetam que a legenda de extrema direita possa alcançar 20% dos votos, logo atrás dos conservadores, que obteriam 30%.

