'Essa é uma crise internacional', diz Macron sobre as queimadas na Amazônia

O presidente da França sugeriu uma reunião com o G7 para discutir a atual situação da Amazônia

Presidente da França Emmanuel MacronPresidente da França Emmanuel Macron - Foto: Philippe Wojazer / POOL / AFP

O presidente francês, Emmanuel Macron, recorreu ao Twitter para definir os incêndios que estão acontecendo na Amazônia como uma "crise internacional".

"Nossa casa está em chamas. Literalmente. A Amazônia, pulmão de nosso planeta, que produz 20% do nosso oxigênio, está pegando fogo. Essa é uma crise internacional. Membros do G7, vamos discutir esta emergência nos dois primeiros dias" da cúpula do grupo, em Biarritz, na França.

A Colômbia ainda ofereceu ajuda para conter essa "tragédia ambiental". "A tragédia ambiental no Amazonas não tem fronteiras e deve chamar a atenção de todos. Do Governo Nacional oferecemos aos países irmãos nosso apoio para trabalhar conjuntamente em um propósito que nos urge: proteger o pulmão do mundo", escreveu no Twitter o presidente Iván Duque.

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O fogo tem se espalhado a cada dia no país: entre janeiro e 21 de agosto, 75.336 focos de incêndio foram registrados no Brasil, 84% a mais que no mesmo período de 2018, segundo dados do Programa de Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Esse número mostra um aumento de 2.493 focos em comparação com a segunda-feira passada.

Bolsonaro, que nega a mudança climática e defende que as reservas indígenas e as zonas protegidas da floresta sejam abertas a atividades agropecuárias e à mineração, voltou a criticar a "psicose ambiental" que obstruiria o desenvolvimento do país.

"Essa psicose ambiental não deixa fazer nada. Eu não quero acabar com o meio ambiente. Eu quero é salvar o Brasil", afirmou ainda, defendendo a mudança de orientações em relação às últimas décadas.

Essas controvérsias ocorrem enquanto, em Salvador, é realizado um evento preparatório para a cúpula da ONU sobre mudança climática, que acontecerá em 23 de setembro, em Nova York, e a conferência climática da COP25, em Santiago, no Chile, em dezembro.

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