Estado e ONGs atuam contra a violência

Parceria firmada entre Organizações e o Governo de Pernambuco vai permitir trabalho de mediação comunitária

ONGs já trabalham oferecendo, entre outros serviços, aulas de músicaONGs já trabalham oferecendo, entre outros serviços, aulas de música - Foto: Rafael Furtado

A parceria do Governo de Pernambuco com quatro ONGs para implementação de núcleos comunitários em seis bairros da Região Metropolitana do Recife pode ajudar a diminuir a violência na Cidade atuando na sua origem. Um Termo de Cooperação Técnica estabelece o compromisso de criação de Núcleos Comunitários onde as Organizações atuarão diretamente com a população de risco. A intenção é acabar com conflitos enquanto ainda é possível. A escolha das localidades foi definida de acordo com a área de atuação das ONGs, que já agem de maneira independente nas comunidades.

Os técnicos que atuarão nesses núcleos já participaram de uma aula com o tema “Cultura de Paz”, que deu início ao curso de formação em Direitos Humanos e Mediação Comunitária. “Nesse momento buscamos fortalecer a política de mediação de conflitos. Queremos, além de trazê-los para perto, termos o acompanhamento direto através de uma central. Porque, às vezes, numa situação dessa de conflito pode surgir a necessidade de o Estado intervir de maneira mais direta, no atendimento médico, numa atuação jurídica”, destacou o secretário executivo de Direitos Humanos, Eduardo Figueiredo.

“Na medida em que se implantam núcleos comunitários, se propõe também que a própria comunidade seja protagonista e resolva seus problemas. Nesse processo que está a relevância do projeto”, ressaltou o idealizador do projeto, Ricardo Riam. A parceria foi firmada com as ONGs: Coletivo Mulher Vida, Grupo Ruas e Praças, Cáritas Brasileira NE2 e Grupo Adolescer. Cada entidade cuidará de dois núcleos comunitários. Os bairros que terão os núcleos são: Caranguejo Tabaiares, Santo Amaro, Arruda e Fundão, no Recife, e Rio Doce e Jardim Atlântico, em Olinda.

As instituições escolhidas já realizam atividades que impactam de maneira positiva em comunidades. É o caso do grupo Ruas e Praças, que atua há 30 anos no bairro de Santo Amaro realizando oficinas, e acompanhando, crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade, ou de rua. Apenas no ano passado, o grupo atendeu 349 crianças. O jovem Matheus Benedito, 16, participa do Ruas e Praças há 1 ano e modificou a relação em casa com a ajuda da entidade. Ele acha que o impacto da implantação do núcleo comunitário vai ser positivo, assim como foi com ele.

“A gente sabe que na comunidade o povo é bem carente de educação. Ai trazer um pouco de quem tem uma estrutura emocional, uma estrutura mais de vida, de educação, para passar para eles, acho que é boa iniciativa. Porque assim como eu, muita gente lá tá carente de alguém que escute, que abra um espaço para poder falar e escutar o que está precisando ouvir. Isso é muito importante dentro da comunidade. Muitas pessoas não se escutam”, contou o jovem.

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