SERIAL KILLER

Estado que "falhou" em execução com injeção letal tem lei que permite "pelotão de fuzilamento"

Thomas Creech, de 73 anos, está há mais de 40 no corredor da morte por ter assassinado colega de cadeia

Thomas Eugene Creech em janeiro de 2009Thomas Eugene Creech em janeiro de 2009 - Foto: Idaho Department of Correction/Divulgação

A execução de um assassino em série no estado americano de Idaho foi cancelada nesta quarta-feira (28), depois que a equipe médica tentou diversas vezes injetar a substância letal. O diretor do Departamento de Correção do estado, Josh Tewalt, afirma que as autoridades do estado vão debater, nos próximos dias, se e quando solicitam outro mandado para a execução.

"O Sr Creech será devolvido à sua cela e as testemunhas serão escoltadas para fora das instalações. Como resultado, a sentença de morte expirará", disse o comunicado oficial. "O Estado considerará os próximos passos."

Segundo a CNN, Tewalt confirmou que outra tentativa de injeção letal exigiria que o Idaho adquirisse novas substâncias para o procedimento, em meio às dificuldades enfrentadas pelos estados americanos no acesso a medicamentos desse tipo.

À luz dessas dificuldades, inclusive, legisladores de Idaho aprovaram o "pelotão de fuzilamento" como um meio de execução, caso não haja drogas disponíveis ou algum veto constitucional para a injeção letal. Tewalt ponderou que o estado não tem as instalações necessárias, no momento, para proceder ao método do fuzilamento.

Questionado se o departamento consideraria o uso de gás nitrogênio para uma execução, como ocorreu no caso do detento Kenneth Smith, no Alabama, em janeiro deste ano, Josh Tewalt disse que isso exigiria uma mudança na lei do estado de Idaho.

 

— Em termos de estabelecer quando solicitar outra sentença de morte ou se deve solicitar outra sentença de morte, acho que essas são discussões que terão que acontecer nos próximos dias — afirmou o diretor.

Execução adiada

Thomas Creech, 73, permaneceu na câmara de execução por uma hora, enquanto a equipe tentava inserir o acesso intravenoso para administrar as drogas que tirariam a sua vida, informaram funcionários da prisão e testemunhas.

Segundo o diretor do Departamento de Correção de Idaho (Idoc), Josh Tewalt, a execução foi cancelada após oito tentativas de inserir o acesso nos braços e pernas de Creech.

— Não temos uma ideia dos prazos nem dos próximos passos para uma nova tentativa de execução — disse Josh Tewalt na Instituição de Segurança Máxima de Idaho, ao sul da capital, Boise.

Tewalt afirmou que autoridades do estado devem debater, nos próximos dias, se solicitam outra data ou forma de execução. Segundo a CNN, ele confirmou que outra tentativa de injeção letal exigiria que o Idaho adquirisse novas substâncias, em meio às dificuldades enfrentadas pelos estados americanos no acesso a medicamentos do tipo.

À luz dessas dificuldades, inclusive, legisladores de Idaho aprovaram o pelotão de fuzilamento como um meio de execução, caso não haja drogas disponíveis ou algum veto constitucional para a injeção letal. Tewalt ponderou que o estado não tem as instalações necessárias para o método do fuzilamento.

Questionado se o departamento consideraria o uso de gás nitrogênio para uma execução, como ocorreu no caso do detento Kenneth Smith, no Alabama, Tewalt disse que isso exigiria uma mudança na lei do estado de Idaho.

Há mais de 40 anos no corredor da morte

Brenda Rodríguez, repórter do canal local KTVB, relatou que Creech não parecia sentir nenhuma dor intensa, embora, em determinado momento, ele tenha comentado que suas pernas incomodavam um pouco.

— Quando a execução foi interrompida, ele estava olhando para cima — contou a jornalista, autorizada a participar como testemunha. — Também se sentiu como se estivesse aliviado.

Creech, que permaneceu no corredor da morte por mais de 40 anos e que seria a primeira pessoa executada em Idaho em mais de uma década, foi condenado à morte por matar seu companheiro de cela em 1981.

A última execução que fracassou antes disso nos Estados Unidos havia sido a do assassino Kenneth Smith no Alabama, em novembro de 2022, por injeção letal. Ele acabou sendo executado em janeiro passado, com nitrogênio.

A maioria das execuções que fracassaram nos Estados Unidos envolveram dificuldade na hora de inserir as agulhas, segundo o Centro de Informações sobre a Pena de Morte. Entretanto, o estado do Texas pretende executar hoje por injeção letal Iván Cantú, 50, condenado em 2001 pelo assassinato, no ano anterior, de seu primo e da noiva dele.

Segundo pesquisa recente do instituto Gallup, 53% dos americanos apoiam a pena de morte para condenados por assassinato.

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