Estudantes de Belo Jardim vêm ao Recife para apresentar soluções tecnológicas

O programa Empreendedorismo e Inovação Maker é oferecido pelo Fab Lab Recife. Os jovens foram selecionados a partir de uma dinâmica com 80 inscritos, de idade entre 15 e 23 anos de escolas técnicas do município

Estudantes de escolas técnicas do Agreste em preparo para o Fab Lab RecifeEstudantes de escolas técnicas do Agreste em preparo para o Fab Lab Recife - Foto: Divulgação / Fab Lab Recife

O Fab Lab Recife recebe 20 estudantes de curso técnico da cidade de Belo Jardim, no Agreste de Pernambuco, nesta terça-feira (24). Os jovens participam do programa Empreendedorismo e Inovação Maker, que tem como objetivo criar soluções tecnológicas para problemas da feira livre do município. 

Os projetos serão apresentados no próprio Fab Lab Recife, na rua da Moeda, Bairro do Recife. Na apresentação, aberta a convidados, eles vão mostrar soluções de como afastar as moscas que espantam os clientes das feiras, evitar o desperdício de frutas e verduras, melhorar a exposição dos produtos.

Os jovens foram selecionados a partir de uma dinâmica com 80 inscritos, de idade entre 15 e 23 anos de escolas técnicas de Belo Jardim, a Escola Técnica Estadual (ETE) e o Instituto Federal de Pernambuco (IFPE).  Lá, eles estão em cursos como Desenvolvimento de Sistemas, Informática para Internet, Administração e Agroindústria. Os jovens participam de dinâmicas da base das startups, tecnologia, negócios e design.

Para desenvolver o projeto, os estudantes participaram de 16 encontros com duas horas de duração, cada.

Conheça os projetos:

Grupo 1:

Problema: Aumentar a segurança dos feirantes e evitar o desperdício de lixo inorgânico

Proposta: Eles usaram o calor para fundir sacolas de feira e papel manteiga e criar o teciplás, um material resistente e impermeável. Com ele, criaram uma pochete segura que evita furtos durante a feira e ajuda a manter o dinheiro organizado e passar troco. O grupo já tem planos de desenvolver mais produtos, como mochilas, bolsas, barracas e capas de chuva.

Grupo 2:

Problema: Combater o desperdício de alimentos na feira

Proposta: Os jovens criaram uma farinha à base de casca de laranja e maracujá e, com ela, produzem biscoitos vendidos em uma embalagem feita de garrafa pet reciclada, que depois se transforma em um jarro de plantas. Como brinde, oferecem sementes de laranja e maracujá para plantar. O plano para o futuro é identificar mais alimentos que viram lixo e propor reuso criando produtos com alto valor nutricional e sabor.

Grupo 3:

Problema: Ajudar os clientes a encontrar os produtos e feirantes

Proposta: App que conta a história da feira e cadastra feirantes com foto de perfil, produtos, sua história e contato telefônico. No futuro, o grupo pretende criar sistemas para aproximar o produtor e o artesão de seus consumidores.

Grupo 4:

Problema: Controlar pragas na feira

Proposta: Uma ferramenta que diminui a presença das moscas, sobretudo na venda de carnes, onde espantam clientes, afetando o faturamento dos comerciantes. As soluções disponíveis no mercado são caras e têm manutenção custosa e difícil. Por isso, a proposta do grupo é usar garrafas pet para montar armadilhas para moscas. A longo prazo, o grupo pretende continuar oferecendo soluções para controle de pragas sem venenos, sustentáveis e com menor impacto ambiental.

Grupo 5:

Problema: Melhorar o espaço das barracas de feira

Proposta: Usando marcenaria e fabricação digital, o grupo criou uma coluna rotativa com prateleiras móveis para acomodar produtos de diversos formatos e tamanhos. A meta é produzir outros mobiliários mais práticos e versáteis para feiras livres.

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