Estudantes ocupam Metrô do Recife em ação de combate ao bullying

A ação da Escola Vidal Negreiros faz parte de mobilizações que lembram o Dia Nacional de Combate ao Bullying

Usuários do metrô recebem cartilha de combate ao bullying.Usuários do metrô recebem cartilha de combate ao bullying. - Foto: Reprodução WhatsApp.

Quem passou pela Estação Central do Recife, em São José, na manhã desta sexta-feira (5), percebeu uma dinâmica diferente no metrô. De 5h30 às 8h30, estudantes da Escola de Referência em Ensino Médio Vidal Negreiros entregaram cartilhas para orientar os transeuntes sobre o perigo do bullying em todos os espaços sociais.

A mobilização contou com educadores e alunos, reunindo aproximadamente 50 pessoas que fazem menção ao Dia Nacional de Combate ao Bullying, no próximo domingo (7).

As cartilhas educativas foram confeccionadas por estudantes do 1° e 2° ano do Ensino Médio e explicam como a prática do bullying acontece e se desenvolve nas escolas, comumente disfarçado de brincadeiras. O objetivo da ação é levar o tema para um ambiente extra-escolar, que engloba um público diverso.

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O aluno do 2° da Escola Vidal de Negreiros, Matheus Eduardo, explica como surgiu a ideia: “O bullying não é uma prática que acontece só no âmbito escolar e sim na sociedade como todo. Então, pensamos em vir no metrô porque tem um fluxo maior de pessoas e preparamos as cartilhas para o aprendizado ficar mais fácil”.

O gestor do Erem Vidal Negreiros, Elmo Carneiros, ressalta a importância de tratar o assunto de forma séria. “O bullying não é brincadeira, é crime, é uma tema que não pode ser silenciado e tem que ser abordado a cada dia, não só no ambiente escolar mas também pelos educadores familiares”. Para ele, a ação promovida pela escola ajuda a espalhar a conscientização.

“O objetivo fazer com que o tema seja propagado com toda a sociedade civil para que a gente tenha condições de fazer esse alerta geral do bullying e da violência do âmbito escolar”, disse Elmo. Ainda, o educador explica que os alunos dispõem de apoio psicológico e orienta que busquem apoio. “É só com muito diálogo que a gente consegue tirar um jovem de uma situação de bullying”, reforça.

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