EUA afirma que plano de parceria econômica com Brasil avança

Países assinaram o ATEC em 2011 com o objetivo de melhorar a cooperação em comércio e investimento.

O marco sombrio foi alcançado em meio às ponderações do presidente Donald Trump sobre quando o país, que anotou mais de meio milhão de infecções, pode começar a ver um retorno à normalidade.O marco sombrio foi alcançado em meio às ponderações do presidente Donald Trump sobre quando o país, que anotou mais de meio milhão de infecções, pode começar a ver um retorno à normalidade. - Foto: Saul Loeb/AFP

Os Estados Unidos e o Brasil estão avançando no plano de parceria econômica acordado pelos presidentes Donald Trump e Jair Bolsonaro, informou nesta sexta-feira (10) o escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) Robert Lighthizer, após uma conversa por telefone com o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo.

Lighthizer conversou na quinta-feira com Araújo e outras autoridades brasileiras na sequência da reunião entre Trump e Bolsonaro no mês passado, na Flórida, informou o USTR em comunicado. "Eles discutiram formas de implementar o plano dos presidentes para intensificar a parceria econômica entre o dois países. Também concordaram em aumentar e aprofundar as discussões no âmbito do Acordo de Cooperação Comercial e Econômica (ATEC)", afirmou o texto, observando que as negociações continuarão na próxima semana.

"O USTR também deve consultar o Congresso nas próximas semanas para buscar orientação sobre a melhor maneira de expandir o comércio e desenvolver nosso relacionamento econômico", acrescentou. Os Estados Unidos e o Brasil, principais economias das Américas, assinaram o ATEC em 2011 com o objetivo de melhorar a cooperação em comércio e investimento.

O USTR afirmou que o telefonema sobre a ATEC na próxima semana prevê "discutir mais detalhes sobre áreas de acordo, além de certas preocupações que existem em nosso relacionamento comercial".

Ao receber Bolsonaro em 7 de março em sua residência e no clube de golfe Mar-a-Lago, Trump disse que não faria promessas sobre sua decisão de não impor tarifas sobre o aço e o alumínio ao Brasil. Em 20 de dezembro, Bolsonaro afirmou que Trump havia desistido de aplicar essas cobranças. O Brasil representa cerca de 14% de todas as importações de aço dos Estados Unidos e é o segundo fornecedor depois do Canadá.

Apelidado de "Trump dos Trópicos", o presidente brasileiro é reconhecido como um grande admirador de seu colega americano e, desde a sua chegada ao poder, em 2019, promoveu uma aliança com os Estados Unidos. Trump tem retribuído o entusiasmo. O comércio de bens e serviços dos EUA com o Brasil totalizou cerca de 105 bilhões de dólares em 2018, com um superávit comercial de bens e serviços dos EUA de 30,6 bilhões dólares. Segundo o Departamento de Comércio, as exportações de bens e serviços dos EUA para o Brasil apoiaram cerca de 308.000 empregos em 2015 (dados mais recentes disponíveis).

Leia também:
Em 22 de março, Bolsonaro disse que mortes por Covid-19 ficariam abaixo das 796 por H1N1
Mais de 100 mil pessoas já morreram pelo novo coronavírus no mundo
PIB pode recuar até 4% se isolamento passar de julho, diz Guedes

Veja também

Fiocruz busca avaliar impactos do isolamento social por conta da Covid-19
Pesquisa

Fiocruz busca avaliar impactos do isolamento social por conta da Covid-19

Doadores de sangue terão acesso a filas de atendimento preferencial em Paulista
RMR

Doadores de sangue terão acesso a filas de atendimento preferencial em Paulista