Internacional

EUA anunciam firme apoio à adesão de Finlândia e Suécia à Otan

Os dois países apresentaram formalmente suas solicitações de ingresso nesta quarta-feira (18)

Presidente Joe Biden Presidente Joe Biden  - Foto: Nicholas Kamm / AFP

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, oferece "firme apoio às históricas candidaturas de Finlândia e Suécia para integrar a Otan", segundo um comunicado emitido nesta quarta-feira (18) pela Casa Branca. 

Horas depois de os dois países nórdicos apresentarem formalmente suas solicitações de ingresso à aliança transatlântica, o presidente Joe Biden saudou o pedido. "Dou boas-vindas calorosas e apoio firmemente as solicitações históricas", afirmou, acrescentando que considera os países como "parceiros incondicionais há muito tempo". 

"Enquanto são consideradas as suas solicitações de ingresso na Otan, os Estados Unidos trabalharão com Finlândia e Suécia para manter a vigilância diante de qualquer ameaça à nossa segurança comum, e para dissuadir e responder a qualquer agressão ou ameaça de agressão", acrescentou o presidente americano. 

Biden, que amanhã receberá na Casa Branca a primeira-ministra sueca, Magdalena Andersson, e o presidente finlandês, Sauli Niinistö, indicou na nota que "espera trabalhar com o Congresso americano e com nossos aliados da Otan para integrar rapidamente a Finlândia e a Suécia à aliança de defesa mais sólida da história". 

Os dois países europeus apresentaram na quarta-feira suas solicitações de adesão à Otan, mas a Turquia, que, assim como todos os países-membros, tem direito de veto no caso de ampliação da aliança, rejeitou a abertura do processo de adesão. 

A Turquia acusa os dois países, especialmente a Suécia, de conceder refúgio a membros do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), que Ancara considera ilegal e designa como grupo "terrorista". 

O secretário de Estado americano, Antony Blinken, se reuniu na quarta-feira em Nova York com o ministro das Relações Exteriores da Turquia, Mevlut Cavusoglu, para discutir o tema. 

Ambos se reuniram "para reafirmar sua forte cooperação como parceiros e aliados da Otan", indicou o Departamento de Estado em um comunicado, sem mencionar a controvérsia sobre Suécia e Finlândia. 

Os outros integrantes da aliança atlântica receberam com entusiasmo os pedidos de adesão. 

O conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, Jake Sullivan, argumentou que a administração Biden estava "confiante" de que as preocupações da Turquia seriam resolvidas e que os dois países nórdicos se unam à aliança.  

"Nos sentimos muito bem sobre os rumos disso", enfatizou. 

'Nível de comodidade'
Enquanto isso, o ministro da Defesa sueco, Peter Hultqvist, manteve hoje uma reunião no Pentágono com o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Lloyd Austin, na qual discutiram a eventual adesão à Otan e a cooperação de segurança provisória.  

"O secretário deixou bem claro que temos um nível de comodidade com seus militares que já vem de muitos anos", garantiu o porta-voz, John Kirby, que também ressaltou a disposição do Pentágono "de ter uma discussão com eles sobre as necessidades de segurança e capacidade para garantir sua proteção e dissuadir a Rússia, caso necessário".  

Sobre o tema da Turquia, um aliado importante dos Estados Unidos, Kirby disse que "ainda estavam trabalhando para esclarecer" os detalhes de sua oposição à entrada de Suécia e Finlândia na Otan. 

Historicamente neutros, Suécia e Finlândia deram uma guinada em suas posições desde a invasão da Ucrânia por parte da Rússia, um fato que também influenciou a opinião pública dos dois países, que, no passado, se mostrou reticente a uma adesão à Otan. 

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