EUA autoriza operações de cinco multinacionais petrolíferas na Venezuela
As beneficiárias são a americana Chevron, a italiana Eni, a espanhola Repsol e as britânicas BP e Shell
Os Estados Unidos anunciaram nesta sexta-feira (13) duas licenças gerais que permitem a cinco multinacionais petrolíferas retomar operações na Venezuela sem sanções.
As beneficiárias são a americana Chevron, a italiana Eni, a espanhola Repsol e as britânicas BP e Shell.
"Todas as transações" dessas companhias que tenham relação com o setor petrolífero venezuelano ficam autorizadas, assim como os contratos para "novos investimentos no setor de petróleo e gás" para todas as empresas interessadas em abrir negócios no país sul-americano.
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Essas duas novas licenças representam um importante passo adiante na total abertura do setor petrolífero venezuelano, submetido a sanções dos Estados Unidos desde 2019.
Com a derrubada, em 3 de janeiro, do presidente Nicolás Maduro, que foi retirado do país por forças especiais americanas, Washington anunciou imediatamente que só permitiria as exportações de petróleo bruto do país sul-americano sob seu controle direto.
Os Estados Unidos já aplicavam desde dezembro um bloqueio às exportações que a Venezuela realizava por meio de "navios fantasma", submetidos a sanções.
O novo governo da presidente interina Delcy Rodríguez aceitou rapidamente negociar com o presidente Donald Trump, e especialmente com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, que supervisiona diretamente a situação.
Caracas aprovou uma nova lei de hidrocarbonetos que reforma substancialmente as limitações ao investimento estrangeiro, após anos de polêmicas por contratos não cumpridos, ações judiciais em instâncias internacionais e restrições às multinacionais.
A Chevron era a única empresa americana que explorava, embora com dificuldades, o petróleo venezuelano por meio de uma licença dos Estados Unidos para contratos muito específicos com a empresa estatal venezuelana, PDVSA.
Essas duas novas licenças se somam a outras novas autorizações para comprar equipamentos e instalá-los na Venezuela, negociar contratos com portos e aeroportos, e outras medidas que facilitam o investimento no setor, que está bastante debilitado.

