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EUA e China se reúnem em Roma para abordar guerra na Ucrânia

As discussões começaram nesta segunda-feira (14) em um hotel da capital italiana, num clima de total discrição

Delegação de diplomacia da China chegando em Roma para discreta reunião com os EUADelegação de diplomacia da China chegando em Roma para discreta reunião com os EUA - Foto: Filippo Monteforte / AFP

Dois diplomatas do alto escalão dos Estados Unidos e da China iniciaram, nesta segunda-feira (14), discussões sobre a Ucrânia, em meio a informações do New York Times de que a Rússia solicitou ajuda econômica e militar da China para a guerra e contornar as sanções ocidentais. 

O conselheiro de Segurança Nacional americano, Jake Sullivan, e o chefe da diplomacia do Partido Comunista Chinês, Yang Jiechi, "discutirão os atuais esforços para gerenciar a competição entre nossos dois países e o impacto da guerra da Rússia contra a Ucrânia na segurança regional e global", informou no domingo a porta-voz do conselheiro, Emily Horne.

As discussões começaram nesta segunda-feira (14) em um hotel da capital italiana, num clima de total discrição. 

Uma declaração à imprensa não será divulgada no final da reunião, disse à AFP a embaixada dos Estados Unidos na Itália.

Segundo a imprensa americana, a Rússia pediu ajuda militar e econômica à China para sua guerra na Ucrânia.

A notícia foi divulgada horas depois que a Casa Branca alertou Pequim de que enfrentaria sérias "consequências" se ajudasse Moscou a contornar as sanções econômicas impostas pela guerra, segundo o New York Times, citando fontes oficiais anônimas.

As fontes se recusaram a explicar exatamente o que a Rússia solicitou ou se a China respondeu, de acordo com o jornal.

Quando questionado sobre as supostas solicitações, um porta-voz da embaixada chinesa em Washington disse a vários meios de comunicação: "Nunca ouvi falar sobre isso".

Horas antes, a Casa Branca havia anunciado que uma delegação de alto nível dos Estados Unidos se reuniria com um alto funcionário chinês em Roma.

Pequim se recusou a condenar diretamente Moscou por lançar a invasão ao país vizinho e culpou a "expansão ocidental" da Otan pelo agravamento das tensões entre a Rússia e a Ucrânia, ecoando a principal reclamação de segurança do Kremlin.

Sullivan organizou uma coletiva de imprensa no domingo para dizer que a Casa Branca estava "monitorando de perto" se a China forneceria apoio econômico ou material à Rússia para ajudá-la a evitar o impacto das sanções.

"É uma preocupação nossa, e comunicamos a Pequim que não vamos esperar ou permitir que nenhum país compense a Rússia por perdas resultantes das sanções econômicas", disse no programa "State of the Union" da CNN.

Sullivan esclareceu que, embora não queira "ameaçar" a China, o rival econômico mais importante dos EUA, "estamos comunicando direta e privadamente a Pequim que haverá consequências se houver esforços em larga escala para evitar sanções".

Pequim insistiu na semana passada que a amizade com a Rússia permanece "sólida", apesar da condenação internacional contra Moscou, e expressou sua intenção de se oferecer como mediador para acabar com a guerra.

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