Sex, 14 de Agosto

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Internacional

EUA e Paraguai assinam acordo de cooperação nuclear civil

O vice-presidente paraguaio, Pedro Alliana, e o secretário de Estado, Marco Rubio, concorreram ao "Acordo 123", como são conhecidos esses memorandos

O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e o Ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Ruben Ramírez, apertam as mãos antes de assinarem um Memorando de Entendimento (MOU) sobre Cooperação Nuclear CivilO Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e o Ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Ruben Ramírez, apertam as mãos antes de assinarem um Memorando de Entendimento (MOU) sobre Cooperação Nuclear Civil - Foto: Mandel Ngan/AFP

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, e o ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Rubén Ramírez, assinaram um acordo de cooperação em energia nuclear em Washington, nesta terça-feira (4).

Ramírez e Rubio assinaram o "Acordo 123", como são conhecidos esses memorandos. Os Estados Unidos já assinaram acordos semelhantes com mais de 25 países desde 1954.

A seção 123 da Lei de Energia Atômica dos EUA (aprovada em 1954) autoriza o fornecimento de tecnologia nuclear civil para uso energético ou científico, desde que os países receptores cumpram os padrões da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

Os Estados Unidos também garantem o direito de monitorar o material nuclear para evitar seu uso para fins militares.

Washington já assinou esse acordo com Argentina, México e Brasil, entre outros.

Rubio descreveu a intensificação das relações entre Washington e Assunção como "incrível" no último ano e meio, com o retorno de Donald Trump à Casa Branca.

"O que buscamos é uma relação que não apenas continue crescendo, mas que faça parte de algo permanente" e não esteja sujeita a mudanças de governo, explicou Rubio durante a assinatura do documento no Departamento de Estado.

O governo conservador do Paraguai, no poder desde 2023, e a administração republicana de Trump intensificaram a cooperação em todos os níveis, como parte da onda da direita na América Latina.

Washington e Assunção também solicitaram uma reunião extraordinária do Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA) sobre a Nicarágua, que será realizada na quarta-feira na sede da organização.

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