Internacional

EUA impulsionam acesso a reassentamento e mobilidade no trabalho para migrantes

Iniciativa conta com o apoio de outros países, como Colômbia, Canadá e México

Presidente Joe Biden Presidente Joe Biden  - Foto: Anna Moneymaker / Getty Imagens North America / Getty Images via AFP

Os Estados Unidos impulsionam programas de reassentamento de refugiados e possibilidades de mobilidade no contexto do trabalho para migrantes nas Américas, iniciativas que esperam consolidar em um novo marco para a gestão coletiva da migração na região, antecipou nesta sexta-feira (11) uma funcionária da Casa Branca.

"Nosso objetivo é assinar uma Declaração regional sobre a migração, em junho, em Los Angeles, quando os Estados Unidos serão a sede da Cúpula das Américas", disse a jornalistas Katie Tobin, principal assessora de imigração do presidente Joe Biden.

"Vamos trabalhar com os governos e outras partes estratégicas interessadas nos próximos meses para desenvolver este marco", acrescentou, destacando que Colômbia, Canadá e México já prometeram apoio.

Na quinta-feira, Biden pediu um novo acordo migratório regional, ao receber o colega colombiano, Iván Duque, a quem elogiou por acolher cerca de 1,8 milhão de venezuelanos e conceder-lhes status de proteção temporária para facilitar sua integração social.

Segundo Biden, a nova abordagem deve "ampliar drasticamente" o acesso ao reassentamento e outras vias legais para a migração, assim como "perseguir agressivamente" os traficantes de seres humanos.

"Como disse o presidente Biden, os desafios migratórios hemisféricos não podem ser resolvidos por uma única nação ou em uma única fronteira. Temos que trabalhar juntos", disse Tobin. 

Ele explicou que uma forma de fortalecer a divisão de responsabilidades e reduzir a migração ilegal é oferecer "vias seguras e mais humanas" através do reassentamento de refugiados.

"Buscaremos ver como os Estados Unidos e outros governos podem proporcionar um conduto para os refugiados venezuelanos através de programas formais de reassentamento", destacou a funcionária americana.

A Venezuela, governada pelo socialista Nicolás Maduro desde 2013, vive uma crise política, social e econômica que forçou nos últimos anos a saída do país de mais de seis milhões de pessoas, a maioria para países vizinhos. A Colômbia recebeu a maior parte, seguida de Peru (1,2 milhão), Equador (508.000) e Chile (448.000), segundo a ONU.

A mobilidade no trabalho por vias legais é outro aspecto a considerar, informou Tobin, destacando que a escassez de mão de obra em países como Estados Unidos, Canadá e México, pode ser uma oportunidade para quem deixa seu país em busca de trabalho.

"Buscaremos envolver outros governos da região para ver como podemos trabalhar juntos na criação de canais formais para oportunidades para trabalhadores temporários", afirmou.

Tobin ressaltou que a região das Américas enfrenta uma crise migratória histórica, com uma estimativa de 7 milhões de pessoas deslocadas entre a Venezuela e outros locais.

Os Estados Unidos registraram que 1,7 milhão de pessoas entraram ilegalmente a partir do México entre outubro de 2020 e setembro passado, um recorde histórico. A maioria vinha de El Salvador, Honduras e Guatemala.

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