Coronavírus

EUA não vai cumprir meta de vacinar 70% dos adultos até 4 de julho

Até o momento, 65,4% dos maiores de 18 anos receberam a primeira dose de uma das três vacinas autorizadas nos Estados Unidos

Vacinação contra a Covid-19 nos EUAVacinação contra a Covid-19 nos EUA - Foto: Joseph Prezioso/AFP

O objetivo do presidente Joe Biden de vacinar 70% da população adulta com ao menos uma dose da vacina contra a Covid-19 até 4 de julho, dia do feriado nacional dos Estados Unidos, não será cumprido, disse, nesta terça-feira (22), um encarregado da Casa Branca.

Esse foi o primeiro objetivo não alcançado em termos de vacinação para o presidente americano, que tornou a aceleração da campanha de imunização uma prioridade do início de seu mandato.

O objetivo será alcançado, no entanto, "pelos adultos de 27 anos ou mais" até 4 de julho, disse Jeff Zients, coordenador do combate à Covid-19 da Casa Branca.

"Achamos que levará algumas semanas a mais para chegar a 70% de todos os adultos com ao menos uma dose", disse em coletiva de imprensa, garantindo que a meta definida pelo presidente no início de maio foi "muito ambiciosa".

Até o momento, 65,4% dos maiores de 18 anos receberam a primeira dose de uma das três vacinas autorizadas nos Estados Unidos.

No entanto, o ritmo da vacinação desacelerou desde abril, quando alcançou um pico de 3,4 milhões de doses diárias. A última média é de aproximadamente 850 mil doses diárias, segundo dados das autoridades de saúde, um número que inclui as crianças e adolescentes de 12 anos ou mais vacinados com a Pfizer.

"Onde o país precisa fazer mais é na faixa etária de 18 a 26 anos", disse Zients. "A realidade é que muitos jovens americanos pensam que a Covid-19 não é algo que os afeta e têm menos probabilidade de serem vacinados".

"Grandes celebrações"
O presidente também estimou que 160 milhões de americanos teriam sido completamente vacinados até a mesma data. Até o momento, faltam 10 milhões de pessoas para atingir a meta.

Esse objetivo deve ser alcançado até "meados de julho", segundo Zients.

"Vamos ser claros: nossa campanha de vacinação é uma 'história de sucesso' no estilo americano", defendeu Biden em um tuíte logo após o anúncio.

"Quando chegamos ao poder, 3 mil americanos morriam todos os dias. Hoje, as hospitalizações foram reduzidas em 90%".

E graças aos avanços já alcançados, os Estados Unidos poderão comemorar seu feriado nacional com grande pompa, com mil pessoas esperadas na Casa Branca. 

"Os Estados Unidos estão se preparando para um 4 de julho histórico, com grandes festividades", disse Zients.

"Amigos, estamos caminhando para um verão muito diferente ao do ano passado. Um verão brilhante, de alegria", declarou o presidente durante um discurso por ocasião das 300 milhões de injeções nos primeiros 150 dias de seu mandato.

Disparidades entre estados
No entanto, atingir a meta de 70% não será "a linha de chegada, nem a última batalha", disse Anthony Fauci, assessor da Casa Branca para a crise de saúde, na terça-feira.

Devemos "ir muito além depois de 4 de julho, durante o verão e posteriormente, com o objetivo final de esmagar completamente a epidemia nos Estados Unidos".

"Infelizmente, os casos e as hospitalizações não estão diminuindo em muitos lugares, em estados com baixas taxas de vacinação", disse o presidente Biden, na sexta-feira.

A vacinação oscila fortemente entre os 50 estados: 16 estados e a capital federal, Washington, já alcançaram a marca de 70% dos adultos vacinados com ao menos uma dose. São especialmente aqueles localizados nas duas costas. As diferenças, no entanto, são enormes em outros estados mais relutantes, como Alabama, Luisiana e Wyoming.

"Há um perigo real, se persistir a relutância à vacinação, de testemunhar novos surtos localizados da epidemia", alertou Fauci.

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