EUA pedem que Conselho de Segurança repudie fala de Abbas sobre judeus

Abbas gerou indignação global depois que ele sugeriu que a hostilidade contra os judeus na Europa não estava ligada à intolerância religiosa, mas a una "função social relacionada a bancos e interesses".

Mahmud Abbas, Mahmud Abbas,  - Foto: Wikimedia Commons

Os Estados Unidos pediram nesta sexta-feira (4) ao Conselho de Segurança da ONU que repudie as observações "inaceitáveis" e "profundamente perturbadoras" do presidente palestino, Mahmud Abbas, sobre os judeus que incluíram "insultos antissemitas".

Abbas se desculpou pelas declarações feitas em um discurso ao Conselho Nacional Palestino, mas um texto redigido pelos Estados Unidos pediu ao presidente que ele "se abstenha de comentários antissemitas".

A declaração proposta expressaria a "séria preocupação" do Conselho com as declarações de Abbas, que "incluíam difamações antissemitas e teorias conspiratórias infundadas, e não servem aos interesses do povo palestino ou à paz no Oriente Médio".

O rascunho ao qual a reportagem teve acesso pede a "todas as partes que evitem provocações que dificultem a retomada das negociações".

Abbas gerou indignação global depois que ele sugeriu que a hostilidade contra os judeus na Europa não estava ligada à intolerância religiosa, mas a una "função social relacionada a bancos e interesses".

O enviado das Nações Unidas para o Oriente Médio, Nickolay Mladenov, acusou na quarta-feira Abbas de repetir "insultos antissemitas desdenhosos" ao sugerir que o papel dos judeus no setor bancário levou à perseguição na Europa.

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Na sexta-feira, Abbas se desculpou e reiterou sua condenação ao Holocausto "como o crime mais hediondo da história".

O ministro da Defesa de Israel, Avigdor Lieberman, imediatamente rejeitou o pedido de desculpas e disse que Abbas era um "patético negacionista do Holocausto".Os membros do Conselho têm até as 16h locais (17h de Brasília) para sugerir objeções ao rascunho da declaração.

Os Estados Unidos já vetaram duas declarações preliminares no Conselho expressando preocupação com a violência em Gaza, na qual quase 50 pessoas foram mortas pelas forças israelenses.

O governo americano avança com os planos de abrir sua embaixada em Jerusalém em 14 de maio, uma medida que poderá alimentar ainda mais a violência.

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