Evento aposta em contos fantásticos e concurso para incentivar a leitura nos alunos do Recife

Segundo Encontro de Leitura é realizado nestas quinta e sexta-feiras no Compaz Ariano Suassuna, no Cordeiro

2º Encontro de Leitura2º Encontro de Leitura - Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

Ir para longe sem sair do lugar. As possibilidades de visitar lugares por meio da leitura de um livro são infinitas. Para incentivar os jovens a embarcarem nesse universo e ajudar a transformar a vida de mais de 1.500 estudantes das escolas municipais do Recife, o 2º Encontro de Leitura, Escrita e Recreação (LER) oferece, no Compaz Ariano Suassuna, no bairro do Cordeiro, na Zona Oeste da cidade, atividades sobre contos fantásticos e literatura.

O encontro, que acontece nestas quinta (8) e sexta-feiras (9), promove palestras, rodas de conversas e apresentações culturais para jovens de 36 escolas da capital. Entre os convidados, esteve o escritor Roberto Beltrão, organizador do livro “Histórias medonhas do Recife assombrado”, publicado pela Editora Bagaço.

As lendas do Recife registradas no livro protagonizaram o encontro. Para Roberto Beltrão, “a tradição de contar essas histórias pela oralidade não existe mais como antigamente, por isso, é importante contá-las, assim não se perderão”.

O LER é o ápice de uma série de atividades realizadas nas escolas da rede municipal. A professora de língua portuguesa Aldenise Nascimento, diz que “a produção textual é importante no desenvolvimento das crianças e adolescentes e pra produzir, tem que ler muito”.

Para incentivar ainda mais o envolvimento dos estudantes com as atividades, um concurso literário premia os melhores contos fantásticos escritos pelos jovens participantes. Doze entre 700 alunos que se inscreverem no concurso devem ganhar livros, fones de ouvido, passeios culturais, entre outros prêmios.

Aluno da professora Aldenise, Willames Tiago, 14, foi um dos premiados no concurso, tendo ficado em segundo lugar com o conto “Kirikol e o fúria da noite”. A história, que descreve a saga de um herói nativo de uma tribo africana, chamou a atenção dos jurados, estudantes de Letras da Faculdade Frassinetti do Recife (Fafire).

Fã declarado de obras de ficção científica, Ryan Felipe, 13, conta que entre os seus livros preferidos está o primeiro da saga Harry Potter. “Me divirto e passo horas do meu dia lendo. Ler é fascinante”, disse o estudante da Escola Municipal Paulo VI, localizada na Linha do Tiro, Zona Norte do Recife.

Dança

Além da literatura, o evento contempla outras artes, que se complementam e dialogam entre elas. O Grupo do Reitor, da Escola Reitor João Alfredo, que fica na Ilha do Leite, região central do Recife, trouxe a sensação das comunidades do Recife para o evento, exibindo os movimentos rápidos do passinho, acompanhado do som do brega-funk.

Integrante do Grupo do Reitor, Beatriz Fernanda, 13, contou que, assim como os colegas de dança, gosta de dançar fora do espaço escolar. A professora aproveitou os talentos e organizou a apresentação cultural. “A gente se reúne pra dançar nos intervalos e agora estamos dançando aqui”, afirmou a estudante.

Veja também

75% dos eleitores em São Paulo são contra volta às aulas, diz Datafolha
CAPITAL

75% dos eleitores em São Paulo contra volta às aulas, diz Datafolha

Na pandemia, sensação de segurança para trocar casa por lazer ainda é baixa
Pesquisa

Na pandemia, sensação de segurança para trocar casa por lazer ainda é baixa