Negociações

Evento do "Valor" em Nova York discute desafios e oportunidades de negócios entre Brasil e EUA

Summit Valor Econômico Brazil-USA será realizado nesta quarta-feira, no hotel The Plaza

Summit Valor Brazil-USA será realizado nesta quarta-feira, no The PlazaSummit Valor Brazil-USA será realizado nesta quarta-feira, no The Plaza - Foto: Valor Econômico

Empresários, autoridades e especialistas brasileiros e americanos se reúnem nesta quarta-feira, dia 15, no Summit Valor Econômico Brazil-USA para discutir os desafios e as principais oportunidades de negócios entre os dois países.

O evento acontece no hotel The Plaza, em Nova York, durante a semana do “Person of The Year”, que ficou conhecida como a “semana do Brasil” na metrópole americana.

A iniciativa é parte de ampla programação que marca o ciclo dos 25 anos do Valor, a serem completados em maio do ano que vem.
 

O aumento da presença internacional, uma das novas frentes de atuação, inclui a promoção de debates no exterior, sempre com painelistas do Brasil e do país anfitrião, gerando novos ângulos de visão para os leitores do Valor. A série começou em janeiro com o Brazil China Meeting, em Shenzhen.

Diante da calamidade com as enchentes no Rio Grande do Sul, que deixaram mais de uma centena de mortos e afetaram mais de 2 milhões de pessoas, o Summit também será uma oportunidade para debater a questão das finanças climáticas e ter a visão tanto brasileira quando internacional.

— A realização do seminário em Nova York é um marco importante na história do Valor. Não somente pela relevância das relações bilaterais, mas também pela presença maciça de empresários e executivos brasileiros nessa semana, o que nos permite uma oportunidade única de juntar pessoas importantes dos dois países para um debate amplo e inspirador — explica o diretor-geral da Editora Globo e do Sistema Globo de Rádio, Frederic Kachar.

O executivo diz ainda que "vai levar cada vez mais o Valor para fora, divulgando a maior e melhor cobertura de empresas, finanças e política do Brasil para os stakeholders internacionais".

O evento em Nova York, presencialmente apenas para convidados, terá oito painéis com transmissão ao vivo em todas as plataformas do Valor. Estarão em pauta temas estratégicos para as relações bilaterais que completam 200 anos em 2024. Os principais desafios e as oportunidades de negócios entre Brasil e Estados Unidos serão analisados sob diferentes aspectos.

— Fazer um evento no maior centro financeiro do mundo nos permite ampliar os ângulos do debate e oferecer mais conteúdo aos nossos leitores — afirma a diretora de Redação do Valor, Maria Fernanda Delmas.

— Com a tragédia no Rio Grande do Sul, discutir financiamento da transição energética e da prevenção de desastres naturais se tornou imperativo, e será um dos temas do Summit. Maria Fernanda Delmas, diretora de Redação do Valor Econômico

A programação será aberta pela embaixadora dos Estados Unidos no Brasil, Elizabeth Frawley Bagley. Com larga experiência na diplomacia e na advocacia, sua carreira inclui serviços prestados como assessora sênior dos secretários de Estado John Kerry, Hillary Clinton e Madeleine Albright.

Um dos temas mais debatidos quando se fala em fluxos de investimento, o patamar de juros nas principais economias do mundo, será analisado em um painel que reúne Gabriel Galípolo, diretor de Política Monetária do Banco Central, James Bullard, ex-presidente do Federal Reserve (Fed) de Saint Louis, e Kevin Warsh, ex-membro do Conselho de Governadores do Fed.

A resiliência da economia deve levar o Fed, o banco central americano, a manter os juros em níveis altos por mais tempo. O Banco Central Europeu (BCE) faz uma sinalização no mesmo sentido, o que levanta questões sobre os impactos das decisões do Fed no fluxo global de investimentos e as estratégias para atração de capitais.

Simon Rosenberg, estrategista do partido Democrata e autor da newsletter “Hopium Chronicles”, e Scott Jennings, estrategista do partido Republicano, vão analisar as eleições americanas. As reações esperadas dos mercados e como a escolha do presidente dos EUA pode afetar investimentos nos países emergentes, incluindo o papel do Brasil para os EUA, fazem parte das questões em pauta no painel.

Mudanças climáticas em pauta

A construção de um ambiente de negócios atraente no país, ponto estratégico para a economia nacional, com atenção ao meio ambiente, é o tema que será explorado por Dario Durigan, secretário-executivo do Ministério da Fazenda. Executivo, Legislativo e Judiciário estarão em 2024 à frente de uma agenda crucial para o país, incluindo as finanças climáticas.

Em um cenário que evidencia cada vez mais a necessidade de responder de forma efetiva à crise climática, o potencial da energia verde para atração de investimentos no Brasil é tema do painel que reúne Carolyn Kissane, da NYU, especialista em geopolítica com foco em energia, segurança ambiental e mudanças climática, Edvaldo Santana, consultor e ex-diretor da Aneel, e Luisa Palácios, pesquisadora sênior do Centro de Política Global de Energia, da Universidade de Columbia.

Diferenciais brasileiros para atração de negócios na transição energética, como tecnologia e matriz energética limpa, requerem ainda investimentos em uma infraestrutura moderna para implementação em larga escala.

Também nesse sentido, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) aposta na necessidade de investir na mudança para uma economia de baixo carbono como forma de a América Latina atrair mais investimentos estrangeiros. Entre os países que mais podem atrair esses investimentos está o Brasil.

Ilan Goldfajn, ex-presidente do Banco Central e presidente do BID, irá detalhar e examinar esse quadro. O banco lidera o YORK - um movimento para criar uma cartilha com diferentes instrumentos de financiamentos que possam ser partilhados entre instituições multilaterais para aumentar o impacto de seus empréstimos na América Latina.

Considerado a maior potência mundial por conta da disponibilidade de recursos naturais para a produção agropecuária, o Brasil ainda enfrenta gargalos na área, que vão desde a logística ao acesso ao financiamento.

O campo aberto aos negócios é amplo. Roberto Serroni Perosa, secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária; Gilberto Tomazoni, CEO Global na JBS S.A; Roberto Azevêdo, ex-diretor geral da OMC e sócio da YvY Capital; Paulo Sousa, presidente da Cargill no Brasil e líder do negócio agrícola na América do Sul, irão debater as inovações e tecnologias que podem ser compartilhadas entre os dois países para o desenvolvimento do agronegócio sustentável.

Os estados brasileiros terão espaço para apresentar oportunidades de negócios. Os governadores Claudio Castro, do Rio; Mauro Mendes, do Mato Grosso; Eduardo Riedel, do Mato Grosso do Sul; Tarcísio de Freitas, de São Paulo; Helder Barbalho, do Pará; Ratinho Junior, do Paraná; e Ronaldo Caiado, de Goiás, vão divulgar a agenda de investimentos de grande porte em seus estados.

O painel vai explorar as possibilidades de colaborações estratégicas em temas como infraestrutura de serviços, mobilidade e conectividade. Também falará o secretário de Fazenda do município de São Paulo, Luis Felipe Vidal Arellano. Daniel Vorcaro, presidente do Banco Master, fará exposição sobre empreendedorismo e investimento no Brasil e EUA.

Programação

O evento começa às 9h e termina às 14h, no horário de Brasília. A transmissão ao vivo pode ser acompanhada pelo Facebook, LinkedIn e YouTube do Valor. Toda a cobertura estará disponível no site do jornal em tempo real. Também será possível acompanhar a repercussão dos principais momentos na CBN e na GloboNews.

Não há despesas bancadas pelo jornal em caso de convites feitos a agentes públicos que façam parte dos debates.

O Summit Valor Econômico - Brazil-USA é apresentado por Banco Master, tem o patrocínio máster de Gulf e JBS, patrocínio de Gerdau, JHSF, Cedae, Copel e AEGEA, além do apoio da cidade de São Paulo, governo de São Paulo, governo do Mato Grosso, governo do Pará, governo de Goiás e Invest.Rio. As companhias aéreas oficiais são Latam e Delta Airlines. A realização é do Valor Econômico.

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