Ex-companheiro de Vanessa da Silva será julgado nesta quarta

Vítima foi morta em janeiro de 2011 e teve o corpo escondido embaixo da cama do casal

Espetáculo argentino ABBAEspetáculo argentino ABBA - Foto: Bruno Alencastro/Cortesia

Acontece nesta quarta-feira (5) o julgamento do assassinato da jovem Vanessa da Silva, de 22 anos, morta em 2011 pelo ex-companheiro Edelvandro José de Oliveira, conhecido como “Ninho do Lava Jato”. O crime será julgado em sessão do Fórum Desembargador Henrique Capitulino, em Prazeres, a partir das 9h.

Em 16 de janeiro de 2011, quando o caso começou a ser investigado a partir do desaparecimento da vítima, Edelvandro chegou a fazer o registro de que sua ex-companheira teria sumido e pedir para que a polícia investigasse. “Procurou a polícia e não satisfeito, foi a um programa de TV pedir informações sobre o paradeiro dela. Chorou, pediu que ela aparecesse e voltasse para ele”, afirmou na época, o delegado Alfredo Jorge, um dos responsáveis pela investigação do crime.

Após provas serem coletadas e testemunhas ouvidas, Edelvandro passou a ser considerado suspeito e terminou confessando ter matado e escondido o corpo da vítima debaixo da cama do casal. Ele foi preso no dia 23 de maio de 2011, mas solto dois anos depois. “Ele foi preso assim que foi identificado a autoria do crime, mas, por algum motivo, ele foi solto, e depois expedido um novo mandado de prisão”, informou o coordenador da força tarefa, Mauro Cabral.

Edelvandro foi julgado sem contestação, porque estava foragido desde 2014. Com mandado de prisão preventiva, foi preso no dia 13 de junho deste ano, na casa da mãe, no Alto Santa Terezinha, Zona Norte do Recife. E, desde então, se encontra no Cotel, em Abreu e Lima, e será julgado nesta quarta. Assistência
Em Jaboatão, a gestão municipal, por meio das secretarias executivas da Mulher e dos Direitos Humanos, Política sobre Drogas e da Juventude, presta apoio a mulheres vítimas de violência doméstica e familiar, com conscientização, palestras e o dispositivo Botão do Pânico, lançado há um mês, ou, ainda, no acompanhamento para que casos de violência sejam julgados. Foi criada, também, a Patrulha Municipal Maria da Penha que acaba de ganhar sua segunda unidade em Jaboatão Centro.

De acordo com a gerente de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher do Jaboatão, Cristiana Magalhães, o governo oferece suporte a famílias que têm mulheres vítimas de violência, trabalhando em parceria com o Ministério Público e o Tribunal de Justiça. “Sabemos o quanto é difícil fazer valer a lei, ainda mais quando se busca associar este tipo de situação com crime passional. Na verdade, não são crimes passionais. São crimes motivados pelo sentimento de posse exacerbado e controle das mulheres. Mas o melhor é que, no caso de Vanessa, o objetivo está sendo alcançado, e mesmo depois de cinco anos, graças aos trabalhos realizados, a justiça será feita”, afirmou.

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