Fabricante nega irregularidade em panos de prato apreendidos

Marca afirma que composição do produto não está especificada porque os panos são feitos com material reciclado.

Pano de prato de falso algodãoPano de prato de falso algodão - Foto: divulgação/Procon-PE

A empresa Aklin, com sede em Blumenau (SC), se pronunciou na noite desta quinta-feira (1º) sobre a apreensão de quase 200 panos de prato da marca em dois supermercados do Recife. A empresa nega que haja irregularidades no produto. O Procon apreendeu o material porque a composição dos panos não estava especificada.

De acordo com o diretor comercial da empresa, Mauro Pozzebon, os panos de prato estão em perfeitas condições de uso. Segundo ele, a etiqueta do produto não consta a exata composição porque os panos são feitos com fibras recuperadas, ecologicamente sustentáveis, e não há como precisar qual o material da constituição delas.

"As fibras podem ter sido contaminadas com mais algodão, mais viscose, mais poliéster. O material ecologicamente recuperado não é virgem. Dessa forma, eu só estaria enganando o consumidor se colocasse na etiqueta as porcentagens exatas da composição do pano", afirma Pozzebon.

Mauro Pozzebon apoia as afirmações na lei nº5.966, de 1973. De acordo com a lei, estopas e panos de limpeza em geral não estão sujeitos à obrigatoriedade de indicar na etiqueta as informações referentes ao nome das fibras têxteis da composição e seu conteúdo em porcentagem. 

O diretor comercial ainda alega que tentou esclarecer a situação durante todo o dia no Procon-PE, mas não obteve sucesso.

Os produtos foram recolhidos no Pão de Açúcar localizado na Rosa e Silva, no bairro da Graças, e no Hiper Bombreço da Avenida Recife, na Zona Oeste do Recife.

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