Falta de unidade dificulta implementação do 'lockdown' no Recife, diz Geraldo Julio

'A questão é como operar esse fechamento com a máxima eficiência em um país dividido e desigual como o Brasil, só um decreto não será suficiente', disse o preifeito

Prefeito Geraldo JulioPrefeito Geraldo Julio - Foto: Reprodução

A Prefeitura do Recife divulgou, nesta sexta-feira (8), um novo vídeo informativo sobre a pandemia da Covid-19 no Brasil e no Recife. Nele, o prefeito Geraldo Julio (PSB) explica que o Brasil está lidando com o vírus de forma diferenciada comparado a outros países. No vídeo, a ausência de unidade nacional e a desigualdade social são os principais fatores apontados pela prefeito como particularidades da crise do coronavírus no país.

Por esse motivo, o posicionamento feito é o de que o ‘lockdown’ - a mais rígida etapa do isolamento -, só poderá ser implementado no Recife quando houver condições no país que evidenciem a eficácia na redução do contágio.

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Para o prefeito, o Brasil de diferencia de outros países pelo mundo na medida em que carece de uma unidade, tanto para governos como para a população. “Na maioria dos países, existe uma unidade nacional contra o coronavírus, a ação conjunta dos governos nacionais, regionais e locais locais tem sido uma marca principal do combate à pandemia”, explica. “A sociedade unida contra a doença também tem sido força central dessa luta”, completa.

Já no país em que vivemos, de acordo com o prefeito, existem muitas divergências. "Aqui, infelizmente não existe nada disso, lideranças importantes pregam contra e parte da sociedade nega a pandemia. Somos um país com governos atuando em direções contrárias e com a população dividida".

Com isso, é explicado que o 'lockdown' (fechamento total), só será adotado no Recife quando todas as condições no país mostrarem que a medida será efetiva para reduzir o contágio, de forma que o decreto seja realmente respeitado pela população. “Não há dúvida de que o fechamento total terá influência no contágio, a questão é como operar esse fechamento com a máxima eficiência em um país dividido e desigual como o Brasil, só um decreto não será suficiente”.

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