Família busca por idosa de 72 anos que desapareceu na madrugada da sexta (31), na Madalena
Circuito de segurança registrou Vanúsia saindo desacompanhada, por volta da 1h da manhã, do prédio onde mora, o Edf. San Vitorio, na Rua Jaguaribe, no bairro da Madalena
A família de Vanúsia Costa Carvalho, de 72 anos, tem realizado buscas pela Zona Norte do Recife e pede ajuda para encontrar a idosa que desapareceu na madrugada da última sexta-feira (31), quando saiu desacompanhada, por volta da 1h da manhã, do prédio onde mora, Edifício San Vitorio, na Rua Jaguaribe, no bairro da Madalena, na Zona Oeste da capital.
De acordo com relatos de familiares, Vanúsia foi vista pela última vez pela filha Ana, que reside no mesmo prédio, na noite de quinta-feira (30). Na manhã seguinte, Ana encontrou a porta do apartamento da mãe aberta e ela não estava no local.
Em entrevista para a Folha de Pernambuco, o genro de Vanúsia, Victor Pedrosa, informou que após a família conseguir um ofício na delegacia para acessar as imagens de segurança do condomínio, os familiares descobriram que a idosa, que possui diagnóstico de transtorno bipolar e princípio de demência, saiu sozinha de madrugada.
Circuito
O comportamento registrado pelas câmeras também chamou a atenção da família. Vanúsia, que mora no sexto andar e possui problemas de mobilidade, evitou o elevador e desceu pelas escadas. Em seguida, ela não utilizou a saída de pedestres, optando por passar pela área do estacionamento e abrir o portão de veículos para ter acesso a rua.
A suspeita da família é de que ela tenha feito esse trajeto incomum para tentar evitar as câmeras do interfone e o sistema de reconhecimento facial da portaria eletrônica do prédio, que não tem porteiro.
Nas imagens, é possível ver que Vanúsia vestia uma calça preta, tênis, camisa azul e um casaco verde com capuz (o qual ela usava cobrindo a cabeça). Ela também carregava uma mochila. Ainda de acordo com o relato do genro, após vistoriar o apartamento, a filha constatou a ausência de documentos, uma quantia de aproximadamente R$ 200 em dinheiro e, possivelmente, uma muda de roupa.
Vanúsia deixou o celular, que já não utilizava há algumas semanas, e não realizou nenhuma transação com o cartão bancário. Por não sair de casa sozinha há muito tempo e apresentar dificuldades de locomoção, a situação é tratada com extrema urgência pelos familiares.
Buscas
Victor relatou ainda que, ao procurar a delegacia no final da tarde da sexta-feira (31), a família foi informada pela polícia que novas ações por parte das autoridades só poderiam ocorrer a partir da segunda-feira (3).
"A polícia disse que como ela não usou o cartão e não tem celular, e já era final da tarde para a noite de sexta-feira, já estava entrando no final de semana, eles não tinham efetivo para poder fazer nada mais em pessoa por lá. Assim, só teria como fazer alguma coisa a partir de segunda-feira", relatou o genro.
Diante disso, os próprios familiares iniciaram as buscas e criaram um grupo de WhatsApp para organizar voluntários e concentrar informações. Uma das principais frentes de esforço no momento é a obtenção de imagens de câmeras de segurança de prédios vizinhos na região da Torre.
Circuito de segurança registrou Vanúsia saindo desacompanhada, por volta de 1h da manhã, do prédio onde mora, na Rua Jaguaribe, no bairro da Madalena.Entre as hipóteses levantadas inicialmente pela família, Vanusia poderia ter tentado se deslocar em direção ao seu antigo apartamento, situado no bairro da Torre, próximo à Ponte da Capunga, de onde mudou-se há menos de um ano. Outra hipótese seria a cidade de Olinda, local onde a idosa cresceu e morou com a mãe.
"Pensamos que ela pudesse ter ido para Olinda, mas também procuramos por lá e ainda não obtevemos nenhum sinal", lamentou.
Saúde
Segundo a servidora pública, Anna Dolores Rangel, de 48 anos, que mora no apartamento do andar de cima do mesmo prédio, até o final do ano passado, Vanúsia dirigia e tinha 100% de autonomia. A mudança no comportamento teria ocorrido por uma série de questões de saúde.
"Ela passou por um internamento, ficou 20 dias na UTI com infecção urinária, e isso tudo deixou ela mais debilitada. E como ela já tem esse quadro emocional, isso mexeu bastante com ela", contou a filha.
Anna compartilhou ainda com a reportagem da Folha que, neste domingo (2), esteve no Terminal Integrado de Passageiros (TIP), na Várzea, no Aeroporto Internacional do Recife, na Imbiribeira, além de diversos pontps de Táxi da capital, para distribuir panfletos com as fotos da mãe.
"Ela é idosa, tem diabetes, tem um diagnóstico de bipolaridade, e ela está passando por uma fase de crise, com mania de perseguição. Então,eu acredito que ela sai escondida, com medo. "Só queros encontrá-la para poder cuidar dela, medicá-la corretamente e deixá-la estável e bem. Porque quando ela está devidamente medicada, ela fica direitinho", completou Anna.
Contato
Para centralizar as buscas e receber informações que ajudem a localizar Vanusia Costa Carvalho, a família disponibilizou o contato (81) 9.9147-6664.
A família apela a moradores e síndicos de prédios vizinhos na Rua Jaguaribe e arredores que verifiquem suas câmeras de segurança por volta de 1h da manhã do dia 31 de julho. Qualquer registro pode ajudar a identificar se Vanusia caminhou em alguma direção específica ou se chegou a embarcar em algum veículo, como um táxi.





