Caso Marielle

Família de Marielle Franco cobra nova postura nas investigações do assassinato da vereadora

Em reunião nesta segunda-feira (14), o governador prometeu mais empenho para solucionar o caso

Marielle Franco foi assassinada em 2018Marielle Franco foi assassinada em 2018 - Foto: Guilherme Cunha/Alerj

Quem mandou matar Marielle Franco? E por quê? Na tarde desta segunda-feira, 14 de março, quando os assassinatos da vereadora e do motorista Anderson Gomes completam quatro anos, a família e representantes do Instituto Marielle Franco se reuniram com o governador Cláudio Castro para exigir uma nova postura do Estado. Passado tanto tempo, as investigações seguem sob sigilo e com um longo histórico de trocas de delegados - cinco nomes já assumiram o caso. Houve até uma tentativa para que o caso fosse investigado pela Polícia Federal e o Ministério Público Federal, mas o STJ decidiu que ficasse com a esfera estadual. Nesta segunda-feira, familiares também organizaram uma homenagem em memória de Marielle no Circo Voador, Centro do Rio.

Atrasada por mais de uma hora para a programação planejada pelo Instituto Marielle Franco, que dirige, Anielle começou a apresentação no Circo Voador com um pedido de desculpas pela hora e com a justificativa:

"Eu precisava falar nos olhos dele (do governador) que eu estou cansada e que eu preciso, nós precisamos, de mais empenho", disse.

No encontro com Cláudio Castro, também estavam presentes Mônica Benício, esposa de Marielle Franco, Fernanda Chaves, a única sobrevivente do atentado contra a vereadora, e Agatha Reis, viúva de Anderson Gomes

O evento começou às 16h e está agendado para acabar às 23h. Com oficinas para crianças, curso de bordado e apresentações musicais que incluem a cantora Karol Conká, BK e Lellê, o festival foi a forma encontrada pela família para homenagear e perpetuar o legado de Marielle Franco.

Durante um bate papo, Anielle Franco, irmã da vereadora, comentou sobre as eleições de 2022 e reforçou a importância de se investir mais na segurança de parlamentares e candidatas mulheres, principalmente negras.

"Dói muito ver que a minha irmã precisou ser assassinada com 13 tiros para que, hoje, novas representantes tenham proteção. Isso é básico! Se eu como diretora do Instituto Marielle Franco sou ameaçada de morte, imagina as mulheres que corajosamente aparecem nos parlamentos. Não podemos jogar uma mulher na política para ela morrer", confrontou Anielle.

Segundo a irmã, Marielle se empenhava na luta pelos direitos humanos, mulheres, negros e negras e também pelas favelas, esse encontro já era esperado há meses mas, por questões de “agenda”, ainda não tinha acontecido.

"Acreditamos que há, sim, um trabalho sendo feito para solucionar as investigações, mas existe em nós um sentimento de impunidade. É muito tempo de espera, estamos cansados", lamentou Anielle.

Nas palavras dela, a reunião - um pedido da família - pode ser resumida em “promessa de mais empenho, mas com pouco detalhamento do que será feito”.

Emocionada, ela se preparava para sair do Palácio das Laranjeiras para ir ao Circo Voador, na Lapa, local que recebe um festival para homenagear Marielle.

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