Familiares de Alice Seabra, morta pelo padrasto, pedem agilidade da Justiça

Mãe da jovem assassinada não esteve no ato. Segundo um primo de Maria Alice, a mulher não acredita mais na Justiça

Familiares de Maria Alice Seabra protestamFamiliares de Maria Alice Seabra protestam - Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

Dois anos e oito meses após a morte brutal de Maria Alice de Arruda Seabra Amorim, que tinha 19 anos, os familiares da jovem realizaram um ato em frente ao Fórum de Itapissuma, na Região Metropolitana do Recife, na manhã desta terça-feira (20). Pedindo agilidade da Justiça para que seja marcada a data do júri popular, os parentes temem que alguns crimes prescrevam. Maria Alice foi morta pelo padrasto, Gildo da Silva Xavier, de 36 anos. 

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A mãe de Maria Alice, Maria José Arruda, de 49 anos,  não esteve no ato. Segundo Enedino Seabra, primo da jovem assassinada, a mulher não acredita mais na Justiça. "Ela está desacreditada. Temos medo que alguns crimes prescrevam. Estamos pressionando para que seja marcada a data do júri popular", comentou. Há um mês, o juiz Alfredo Bandeira de Medeiros Júnior foi transferido da Comarca de Itapissuma para a Comarca de Limoeiro. No lugar, assume, nesta terça, a juíza Fernanda Medeiros. 

Maria Alice passou cinco dias desaparecida e o corpo da jovem foi encontrado no dia 19 de junho de 2015 em um canavial. Se condenado, Gildo poderá pegar até 48 anos de prisão. O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) denunciou o homem por quatro crimes: sequestro qualificado, estupro, homicídio quadruplamente qualificado e ocultação de cadáver.

O primo de Maria Alice informou que, há quatro meses, o advogado de defesa de Gildo tentou retirar do inquérito o crime de estupro, já que o corpo foi localizado em estado de composição e o Instituo de Criminalística não teria conseguido constatar o abuso. O pedido, no entanto, foi negado pelo juiz Alfredo Bandeira.

No ato desta terça, familiares de Gisely Kelly Tavares dos Santos, 37 anos, também estiveram presentes. Gisely foi morta pelo empresário Wilson Campos de Almeida Neto, de 41 anos, que está preso no Centro de Observação Criminológica e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel). Crime aconteceu em julho deste ano em um apartamento localizado no bairro do Rosarinho, no Recife.

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