Coronavírus

Fernando de Noronha identifica mais três casos da Covid-19

Pacientes viajaram do continente para a Ilha no último sábado (11)

Estudo epidemiológico investiga prevalência da Covid-19 em Fernando de NoronhaEstudo epidemiológico investiga prevalência da Covid-19 em Fernando de Noronha - Foto: Karol Silva

Três moradores que retornaram para Fernando de Noronha no último sábado (11) tiveram resultado positivo para a Covid-19 no reteste realizado após a chegada na ilha. Agora, são seis casos ativos no arquipélago. Outros 47 moradores foram testados, sendo que oito ainda não receberam os resultados. Os demais foram liberados do isolamento, assim como os 26 servidores que viajaram no mesmo voo e também tiveram resultado negativo para a doença. Com os novos pacientes, Noronha registra ao todo 79 casos de Covid-19, sendo 42 identificados pelo Estudo Epidemiológico em curso na ilha.

A pesquisa, que analisa a prevalência da Covid-19 no arquipélago, entrou na segunda fase, com a aplicação de um questionário aos 904 participantes. Desse grupo, 42 tiveram resultado positivo para o novo coronavírus na primeira fase do estudo, sendo que a maioria teve quadro assintomático e só descobriu ter contraído o vírus após o teste da pesquisa. 

À medida em que avança o Plano de Convivência com a Covid-19, bem como o retorno de moradores à Ilha, a realização de testes constantes se torna ainda mais necessária. O estudo tem sido importante para orientar as ações de vigilância e controle da Covid-19 e no apoio à tomada de decisões da Administração no retorno das atividades sociais e econômicas. 

Noronha hoje é o lugar que mais testa (proporcionalmente) para a detecção do coronavírus no mundo. Até agora, em torno de 1.200 pessoas já foram testadas, mais de um terço da população noronhense, o que representa 350 mil por milhão de pessoas. No entanto, o administrador da ilha, Guilherme Rocha, continua reforçando a importância de se manter as orientações de distanciamento social e hábitos de higiene para a prevenção e combate ao coronavírus, além da efetiva participação da comunidade no estudo epidemiológico, de extrema importância, de acordo com o gestor.

“Estamos conseguindo controlar o vírus, mas não somos imunes a ele. Por isso precisamos do apoio da população. A segunda fase da pesquisa vem para isso. Para entender o impacto da reintrodução de pessoas na ilha e confirmar se a Covid-19 está controlada realmente, se não está escapando um caso ou outro assintomático. As pessoas precisam entender o papel fundamental da comunidade nesta pesquisa”, diz.

Guilherme Rocha alerta que a não continuidade do estudo, por conta de uma possível desistência das pessoas, vai impactar diretamente na volta da normalidade que todos estão ansiosos para acontecer. “Essa segunda fase da pesquisa é importante para a retomada do turismo. A desistência das pessoas na pesquisa pode anular o estudo e impactar na reabertura. Depois de tanto esforço, podemos perder esse estudo inédito no Brasil se a população não contribuir.” 

O estudo epidemiológico deve durar até maio de 2021, quando deve acontecer a última fase de testes. A terceira e a quarta fase estão previsas para agosto e novembro, sempre com os mesmos 904 voluntários. De acordo com a pesquisa, apenas 4.7% da população teve a doença na ilha. Portanto, os outros 95% dos ilhéus seguem estão suscetíveis à Covid.

“Diferentemente do Brasil, onde a doença não tem controle efetivo, isso está sendo possível graças aos esforços de todo mundo e a colaboração dos moradores. Por isso eu peço que a população participe das outras fases porque, se não for feito, o estudo ficará prejudicado e não teremos o controle adequado da doença. Não é porque que Noronha até agora está bem, que iremos cruzar os braços e fazer de conta que não tem perigo. Precisamos manter a vigilância e continuar com as outras fases do estudo para um acompanhamento adequado”, reforça o especialista da Secretaria Estadual de Saúde e coordenador do estudo na ilha, Mozart Sales. 

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