Festival de rock eleva para 78% ocupação hoteleira do Rio

Shows ocorrerão de 27 a 29 de setembro e entre 3 e 6 de outubro

Rock in RioRock in Rio - Foto: Divulgação

De acordo com uma pesquisa divulgada nessa semana pelo Sindicato dos Meios de Hospedagens do Município do Rio de Janeiro (Hotéis Rio), 78% dos quartos da rede hoteleira do Rio de Janeiro já estão ocupados para a primeira semana do Rock in Rio e 84% para a segunda semana. A maioria dos turistas é de estados brasileiros, com destaque para São Paulo, Minas Gerais e Bahia. Entre o público estrangeiro, o maior volume de reservas está sendo realizado por norte-americanos, argentinos e franceses.

O levantamento mostra ainda que a ocupação vai superar a registrada na última edição do Rock in Rio, ocorrida em 2017. Os dados atuais revelam que os quartos reservados para a primeira semana são 4% superiores aos quartos ocupados há dois anos. A maior procura nesse período tem sido pelos bairros de Ipanema e Leblon. Já para a segunda semana, há 2,5% mais reservas do que o total de quartos preenchidos em 2017 e as buscas são mais intensas nos bairros Flamengo, Botafogo, Barra da Tijuca, São Conrado, Ipanema e Leblon.

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Com algumas novidades, o Rock in Rio ocorrerá entre 27 e 29 de setembro e entre 3 e 6 de outubro. São 250 shows e entre as atrações internacionais estão Foo Fighters, Bon Jovi, Red Hot Chili Peppers, P!nk, Black Eyed Peas, Iron Maiden e Scorpions. Artistas e bandas brasileiras como Anitta, Elza Soares, Mano Brown, Emicida, Os Paralamas do Sucesso e Capital Inicial também sobem aos palcos (ver a programação ao final da matéria). O ingresso para cada um dos sete dias do evento custa R$ 525. Há meia-entrada assegurada aos grupos definidos em legislação, como estudantes e idosos. Para alguns dias, os bilhetes já estão esgotados.

O Rock in Rio acontecerá na Cidade do Rock que foi montada no Parque Olímpico, no bairro Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio de Janeiro. A primeira novidade está relacionada com a área do evento, que terá 385 mil metros quadrados. São 60 mil metros quadrados a mais do que em 2017. Além disso, foram criadas seis novas áreas: o Espaço Favela, New Dance Order, Nave, Fuerza Bruta, Rota 85 e Supernova, totalizando 17 ambientes. Para assegurar o funcionamento de toda esta estrutura, estarão operando 32 geradores de energia, totalizando 6.985 quilovolt-amperes (kVAs).

Os organizadores esperam um público de 100 mil pessoas por dia, totalizando 700 mil ao todo. A prefeitura estima que o evento pode injetar R$ 1,7 bilhão na economia do município. Na última edição, conforme uma estimativa feita pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), foi movimentado R$1,4 bilhão. O levantamento revelou que 65% do público veio de fora do Rio de Janeiro.

Nos dias do evento, a abertura dos portões está marcada para 14h. O horário limite para entrada é 1h da manhã. As principais atrações ocorrem no Palco Sunset e no Palco Mundo. No primeiro dia, os shows no Palco Sunset começam às 15h15. Nos demais dias, as apresentações terão início às 15h30. Já no Palco Mundo, a primeira banda se apresenta sempre às 18h. Toda a programação é encerrada às 4h da manhã.

A Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb), estatal vinculada à prefeitura do Rio, anunciou um esquema especial de limpeza. O público terá disponível 2,1 mil contêineres para descarte de resíduos recicláveis e orgânicos. Os materiais recicláveis serão separados para serem encaminhados às cooperativas e os resíduos orgânicos serão tratados e transformados em adubo. Foram destacados 945 garis para a área interna da Cidade do Rock e 120 na parte externa. Esses 1.065 garis se revezarão em três turnos. O trabalho de limpeza também será feito com caminhões coletores, caminhões-pipa e caminhões-varredeira, entre outros equipamentos.

O Ministério Público do Trabalho (MPT-RJ), a Defensoria Pública da União e a Defensoria Pública do Rio de Janeiro chegaram a emitir uma recomendação à organização do Rock In Rio para contratação de cooperativas e associações de catadores de baixa renda na coleta seletiva durante o evento. A medida teria o objetivo de assegurar o cumprimento de legislações vigentes.

De acordo com as três instituições, o evento é grande gerador de resíduos sólidos e a não inclusão dos catadores contraria tanto a Política Nacional de Resíduos Sólidos, instituída pela Lei Federal 12.305/2010, quanto a Lei Complementar Municipal n° 204/2019, sancionada em junho deste ano. Ainda não houve resposta oficial dos organizadores do Rock in Rio.

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