Fiéis no Recife relembram, pela 364ª vez, os passos de Cristo até o calvário

Durante a caminhada, sete passos que marcam o caminho de Jesus são relembrados, passando por pontos históricos do Recife

Procissão dos Passos, no RecifeProcissão dos Passos, no Recife - Foto: Henrique Genecy/ Folha de Pernambuco

Em alusão ao caminho percorrido por Jesus até o calvário, devotos seguiram no Centro do Recife, na tarde desta sexta-feira (16), a Procissão dos Passos. Com saída na Igreja do Carmo em direção à Madre de Deus, os fiéis passaram por igrejas onde foram montados os sete passos da procissão. Essa foi 364ª edição da procissão na cidade. Antes da caminhada, foi realizada uma missa na Basílica de Nossa Senhora do Carmo, presidida pelo vigário geral da Arquidiocese de Recife e Olinda, padre Luciano Brito.

A primeira edição da procissão ocorreu em 1654 como uma promessa. Os comandantes militares pernambucanos prometeram que, se a capitania ficasse livre dos holandeses, colonos do período, seria feita uma procissão em agradecimento e assim foi feito. No início, a procissão saía saia da Igreja do Corpo Santo, que era localizada no Bairro do Recife e que não existe mais, e seguia para a Igreja do Carmo, em Olinda. 

“Não somente a continuidade de uma promessa, mas também um exemplo de fé. Ela simboliza os passos da Paixão de Cristo, desde sua agonia no Horto até a sua crucificação e morte. É um momento de reflexão, contrição, de nos encontrarmos conosco e com nossos irmãos”, lembrou o irmão Graciliano Quintão.

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Durante a caminhada, sete passos que marcam o caminho de Jesus são relembrados, passando por pontos históricos do Recife. A primeira parada representa o Horto das Oliveiras, na Ordem Terceira do Carmo; seguiu para a Igreja de São Pedro dos Clérigos, com o momento da prisão; a Igreja de Nossa Senhora do Livramento remete ao momento da coluna; a Praça da Independência evoca a entrega da cruz; já a Igreja da Ordem Terceira de São Francisco rememora a coroação de espinhos; as três quedas, a sentença e o calvário são lembradas no Convento de Santo Antônio; e, por fim, a morte de Jesus é representada no último passo, na Igreja Madre de Deus.

“A cada ano, a gente traz na Procissão dos Passos a vivência da campanha da fraternidade, que este ano tem como tema a superação da violência. Vamos pedir a Jesus que ele nos ajude a ser mulheres e homens construtores da paz”, explicou o padre Luciano Brito, que celebra a missa representando o arcebispo Dom Fernando Saburido, que não pôde comparecer ao evento.

Durante o cortejo religioso, a Banda de Música do Comando Militar do Nordeste entoou canções religiosas. Agentes da Autarquia de Trânsito e Transporte (CTTU) também acompanharam a caminhada, realizando bloqueios itinerantes nas ruas por onde o cortejo passava.

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