Fim da aliança DEM-PSDB tira Mendonça da vice de Alckmin

Em três eleições presidenciais, o vice dos candidatos tucanos saiu de Pernambuco

Inaldo SampaioInaldo Sampaio - Foto: Colunista

Mendonça Filho estava como seu nome colocado há vários meses como uma das opções do DEM para ser o vice de Geraldo Alckmin (PSDB) na próxima eleição presidencial. Seria um casamento mais que natural, sabendo-se que esses dois partidos caminharam juntos em todas as campanhas presidenciais de 1989 para cá, quando o DEM ainda se chamava PFL. O vice de FHC nas duas eleições que ele venceu (1994 e 1998) foi o pernambucano Marco Maciel e o de Geraldo Alckmin em 2006, quando foi derrotado por Lula, foi o também pernambucano José Jorge, hoje ministro aposentado do TCU. Agora, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, acha que esta aliança chegou ao seu final. Cada qual deve buscar o seu caminho, algo que ele próprio já está fazendo ao colocar-se na disputa pela sucessão de Temer, embora tenha apenas 1% de intenções de voto. Caso as conversas entre os dois partidos tivessem continuidade, o nome do ex-ministro da educação tinha grandes possibilidades de ser o vice do ex-governador de São Paulo por ter experiência administrativa, não estar envolvido em atos de improbidade administrativa e ser do Nordeste, região em que o candidato do PSDB tem mais dificuldades para crescer devido à força do “lulismo”. Agora, Mendonça Filho vai ter que se dedicar integralmente a Pernambuco, onde será candidato à reeleição ou a uma cadeira de senador.

Desinteresse majoritário
Mendonça Filho (DEM), Bruno Araújo (PSDB) e Fernando Filho (DEM) deixaram os ministérios da Educação, Cidades e Minas e Energia, respectivamente, sem serem contaminados pelo desgaste do presidente Temer. Mas nenhum dos três manifesta interesse pela disputa de um cargo majoritário, embora estejam entre os melhores quadros que a oposição tem.

A hora é agora >
Tadeu Alencar (PSB) considera um “equívoco” as esquerdas pouparem Bolsonaro (PSL) de críticas achando que ele é o melhor candidato para ser enfrentado no 2º turno. Diz que ele tem que começar a ser “desconstituído”, agora, por se tratar de um político “primitivo, sem qualificação, sem conteúdo, e sem compromisso com a democracia”.

E as outras? > Documento secreto da CIA divulgado no Brasil, na semana passada, revela que foram assassinadas nos órgãos de repressão, em SP, durante a ditadura militar, 104 pessoas, mas só se sabe o nome de duas: Vladimir Herzorg e Manoel Fiel Filho. Faltam os nomes das outras.

Perfil ideal > Roberto Magalhães, ex-prefeito do Recife e ex-governador, que ainda não tem candidato a presidente da República, gostaria que o sucessor de Temer fosse alguém com o mesmo perfil de FHC, mas aí é querer demais. Segundo o ex-senador Darcy Ribeiro (PDT-RJ), num país de “elites atrasadas” como o nosso, ter FHC como presidente “é um luxo”.

Aqui, não! >
Pegou mal para a diretoria do Clube dos Oficiais ter cedido sua sede na Avenida João de Barros, para um ato político que teria a presença da vereadora Marília Arraes (PT), e depois voltado atrás sob a alegação de que se trataria de “campanha eleitoral antecipada”. A negativa não terá efeito algum porque reunião dessa natureza pode ser feita em qualquer lugar.

Crítica em versos > Um poeta do Pajeú deu de presente ao deputado Álvaro Porto (PTB) uma música com críticas pesadas ao governo Paulo Câmara. Diz entre outras coisas que o PSB ajudou a tirar Dilma do cargo para Temer assumir, e agora, “no desespero”, está “atrás do PT”.

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