Folha Educa: armadilhas das línguas estrangeiras

Inglês e espanhol são matérias para fechar na prova do Enem e ganhar tempo, mas exigem atenção para os falsos cognatos

 Fernando Ribot e Milena Aguiar (acima) sugerem ganhar tempo na prova  de língua estrangeira para  usá-lo em outras disciplinas Fernando Ribot e Milena Aguiar (acima) sugerem ganhar tempo na prova de língua estrangeira para usá-lo em outras disciplinas - Foto: Arthur de Souza

Para participar do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o estudante precisa escolher uma língua estrangeira entre o inglês e o espanhol. Ela corresponde a cinco das 45 questões da prova de linguagens, códigos e suas tecnologias. Professores e alunos são unânimes: é a parte mais fácil do concurso, ideal para ser concluída rapidamente e ganhar tempo para português, redação e ciências humanas e suas tecnologias. Todos concordam, porém, que é importante prestar atenção principalmente para o vocabulário estrangeiro semelhante ao português, mas que possui sentido diferente.

“A prova de inglês é simples. O aluno tem que acertar as cinco questões em um prazo de dez minutos para que possa utilizar o tempo restante para as outras matérias”, avalia Marilson Corcino, professor da disciplina no Colégio Marista São Luís. Ainda para o docente, a prova tende a manter um estudo dentro das quatro habilidades, que são a produção cultural - segundo ele, muito importante-, o uso social da língua, as manifestações folclóricas, as músicas e as poesias. “Se você der uma olhada nos Enems passados vai encontrar sempre uma questão ou um texto ligado a essa diversidade cultural. Não espere diferenças.”

Sobre os falsos cognatos, Marilson cita o exemplo de um verbo que aparece na canção dos Beatles “All My Loving” (John Lennon & Paul McCartney). “Na parte que diz ‘I’ll pretend that I’m kissing / The lips I am missing’, se o aluno não tiver segurança pode achar que ‘pretend’ é pretender, quando na realidade significa fingir”, explica. Esse tipo de confusão, a estudante Amanda Costa, 17 anos, afirma que é fácil resolver lendo e fazendo exercícios. “A prática é muito importante, além de procurar músicas e poemas, que têm uma linguagem mais específica e que exige atenção, porque uma palavra também pode ter vários significados”, conta.




Também aluna do 3º ano do São Luís, Milena Aguiar, 16 anos, optou pelo espanhol porque se identificou com a língua, que a ajuda a estudar português devido à semelhança dos idiomas. “Senti mais comodidade, mas também curiosidade, porque tenho muito interesse por países latino-americanos, fazer intercâmbios, viagens. E me sinto muito confortável falando espanhol”, diz.

A exemplo de Milena, o professor Fernando Ribot considera a prova de espanhol fácil e de rápida resolução. “De fato, língua estrangeira são cinco questões - no caso de espanhol, relativamente fáceis -, que você consegue fazer em pouco tempo e libera tempo para outras questões de outras disciplinas, que demoram e exigem mais”, confirma. Porém, alerta: “A questão do vocabulário é fundamental. Há uma certa proximidade com a língua portuguesa, mas com questões específicas que são potenciais armadilhas, porque têm um significado muito diferente. É o que chamamos de heterossemânticos. O aluno tem que preparar muito bem essa lista fundamental das principais palavras heterossemânticas”, sugere.

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