Força Nacional não pode ser banalizada

Militares da Força Nacional não foram capacitados para enfrentar bandidos e sim para garantir a ordem pública.

Inaldo SampaioInaldo Sampaio - Foto: Colunista

Ainda sob o impacto do assalto cinematográfico perpetrado ontem por bandidos de alta periculosidade contra uma empresa de transporte de valores que tem filial no Recife, a bancada da oposição na Assembleia Legislativa cobrou do Governo do Estado a solicitação da Força Nacional para garantir a segurança dos pernambucanos. A oposição está no seu papel de criticar pontos falhos do atual governo e sugerir alternativas para a correção de rumos, mas não se deve banalizar o uso da Força Nacional. Primeiro, porque ela não foi capacitada para enfrentar esse tipo de crime e sim para defender a ordem pública, que não está em jogo em Pernambuco. Em segundo lugar, o seu uso só deve acontecer em situações de anormalidade. Requisitá-la para determinado estado por conta de um assalto a um carro forte, mesmo repleto de reais, seria deixar no ar a seguinte pergunta: e nos caso de uma calamidade pública, se requisitaria o quê?

Militares da Força Nacional não foram capacitados para enfrentar bandidos e sim para garantir a ordem pública.

Dano à imagem do governo
Paulo Câmara iniciou seu terceiro ano de governo com a imagem relativamente positiva perante os pernambucanos. A maioria da população o vê com um gestor público do bem, honesto e trabalhador. Mas a crise que está enfrentando na segurança está danificando a sua imagem porque a sensação de insegurança que toma conta da população é infinitamente superior àquela que de fato existe.

Mártir > Os 30 anos do assassinato do advogado Evandro Cavalcanti, em Surubim, em 1987, onde advogava para trabalhadores rurais, foram lembrados ontem pelo deputado estadual Waldemar Borges (PSB) na Assembleia Legislativa e pelo deputado Danilo Cabral (PSB) na Câmara Federal.
Reeleição > Odacy Amorim está sendo pressionado pelo PT para disputar vaga na Câmara Federal em 2018, mas descarta. Vai à reeleição porque não quer ficar longe de Petrolina, seu principal reduto.
Retorno > Adalberto Cavalcanti (PTB), que representa Petrolina na Câmara Federal, fará o caminho inverso. Vai disputar vaga na Alepe, da qual já fez parte, dizendo que não se adaptou em Brasília.
Exposição > O ministro Bruno Araújo (Cidades) expôs ontem para tucanos na sede do Instituto Fernando Henrique Cardoso, em SP, a política da habitação e saneamento do governo Michel Temer.
Rede > Atricon (Associação dos Tribunais de Contas) e CGU promoveram ontem no Recife um seminário sobre “Observatório da Despesa Pública”. O projeto, de autoria da própria CGU, visa ao compartilhamento de informações entre todos os órgãos de controle para dar mais eficácia ao trabalho de cada qual.
Retenção > O deputado José Humberto (PTB) saiu ontem em defesa do prefeito de Maraial e seu aliado, Marquinhos Moura (PTB), por não ter tido condições até agora de “arrumar a casa”. Diz que por causa de débitos previdenciários o FPM está sendo integralmente retido. Foram 923 mil em janeiro e 818 em fevereiro.

Rodovia > O DER informa, sobre nota desta coluna, que não está mais responsável pela conservação da BR-232 (ora sob responsabilidade do Programa de Investimento e Logística da Presidência da República). Se estivesse, garante, iria triplicar o trecho que sai do Recife até a entrada da Arena da Copa (entroncamento com a 408) e duplicar a rodovia entre São Caetano e Arcoverde, uma das promessas nãos cumpridas do governador Paulo Câmara.

Veja também

Dificuldade de rastreamento afeta metade do arsenal de armas no Brasil
ARMAS

Dificuldade de rastreamento afeta metade do arsenal de armas no Brasil

Hyundai e Petz fazem parceria para incentivar adoção responsável de animais
Folha Pet

Hyundai e Petz fazem parceria para incentivar adoção responsável de animais