Fornecimento de vacina pentavalente em baixa nos postos pernambucanos

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, repasses do Ministério da Saúde têm sido insuficientes

Bebê sendo vacinadoBebê sendo vacinado - Foto: Pixnio

O fornecimento da vacina pentavalente às unidades de saúde está instável em todo o país. A vacina, que é aplicada em crianças aos dois, quatro e seis meses de idade, previne a difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e um tipo específico de meningite. Em Pernambuco, pouco mais da metade do número de doses que seriam destinadas ao Estado foram recebidas.

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), foram repassadas pelo Ministério da Saúde apenas 20 mil doses da vacina no início de outubro, o que corresponde 54% da cota mensal necessária para Pernambuco. Em 2019, o Estado recebeu somente 63% do quantitativo necessário para o abastecimento ideal.

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De acordo com a Secretaria de Saúde (Sesau) do Recife, um pequeno contingente da vacina foi recebido no mês de outubro. A secretaria considera que a quantidade não é suficiente. "Após cerca de três meses sem receber a vacina pentavalente, a Secretaria de Saúde recebeu 3.200 doses do imunizante há dez dias (no último dia 4), quando a cota mensal necessária para o município é de oito mil doses".

Os problemas vêm acontecendo desde o último mês de julho, quando a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) interditou um lote de vacinas importadas da Índia. O medicamento não é produzido no Brasil, por isso, é importado de laboratórios estrangeiros.

O Ministério da Saúde afirma que efetuou a compra de 6,6 milhões de doses, que começaram a chegar de forma escalonada em agosto e impediram que o fornecimento fosse interrompido. A previsão do ministério é de que o abastecimento volte à normalidade a partir de novembro.

Na rede privada, a vacina custa em torno de R$ 280. Entretanto o Sistema Único de Saúde (SUS) afirma que fará uma “busca ativa” pelas crianças que completaram dois, quatro ou seis meses de idade entre os meses de agosto e novembro para que elas sejam vacinadas.

Em nota, o Ministério da Saúde afirma que "não há dados que ensejem emergência epidemiológica no Brasil das doenças cobertas pela vacina pentavalente. De qualquer forma, neste momento, os estoques nacionais são suficientes para realização de bloqueios vacinais, caso surtos inesperados apareçam. O sistema de vigilância à saúde monitora continuamente o tema a emitirá os alertas se estes forem necessários". 

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