[Fotos] Estratégias de trânsito tentam amenizar transtornos na BR-101

Obras complicam o tráfego na altura do Ibura (Zona Sul do Recife) e no trecho que vai de Dois Irmãos (Zona Norte) à Cidade Universitária (Zona Oeste)

Trânsito na BR-101, no trecho que corta o Recife, em função de obras de revitalização da pistaTrânsito na BR-101, no trecho que corta o Recife, em função de obras de revitalização da pista - Foto: Mandy Oliver

O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) começou, nessa segunda-feira (26), a utilizar o trabalho de agentes de trânsito para tentar amenizar os transtornos aos condutores que passam pelos trechos em obras na BR-101 que cortam o Recife. Os profissionais foram posicionados das 7h às 9h na altura do bairro de Dois Irmãos, na Zona Norte, um dos pontos com trânsito mais complicado nas últimas semanas devido às interdições para a requalificação da pista. Um regime de pare e siga também foi implantado.

Mesmo com as estratégias, o desrespeito e a falta de paciência dos motoristas continuaram tornando o trajeto ainda mais difícil. A recuperação dos 30,7 quilômetros da rodovia na Região Metropolitana começou em setembro de 2017 e só deve terminar no próximo mês de dezembro. O investimento do Governo do Estado é de R$ 192 milhões.

Imagens aéreas divulgadas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) dão a dimensão dos transtornos. Diariamente, entre quatro e seis quilômetros de congestionamentos são registrados nos dois trechos onde as obras estão ocorrendo - de Dois Irmãos à Cidade Universitária, na Zona Oeste da Capital; e no Ibura, na Zona Sul.

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No primeiro, o tráfego só está liberado na pista João Pessoa-Recife. O problema é que, na altura das alças que fazem a ligação da BR-101 à avenida 17 de Agosto, ninguém está se entendendo. Tanto que, em vez de ordenar lados opostos do fluxo de veículos, o sistema de pare e siga está sendo usado para disciplinar o trânsito de veículos que saem da pista principal e da via local.

Na tarde desta segunda-feira, enquanto a reportagem estava no local, um caminhão bateu em um carro que tentava avançar pelo acostamento. Sob o viaduto, no fim da 17 de Agosto, dois agentes da Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU) tentavam orientar os condutores.

Adiante, perto da reitoria da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), alunos que buscavam comparecer ao primeiro dia de aulas na instituição tiveram dificuldade. Outros motoristas também relataram transtornos, embora destacassem que os ganhos futuros farão valer a pena.

"Prejudica um pouco, mas a gente tem que compreender que é para uma melhoria nossa. Estão requalificando a pista", avaliou Gilberto Sebastião, 58 anos. "Sempre passo por aqui e está sendo complicado. Me prejudica principalmente no trabalho", afirmou Thiago Medeiros, 20.

UFPE
Apesar das dificuldades para chegar ao campus da UFPE, o clima entre os novos alunos foi de expectativa com o início das aulas. Dos 34 mil alunos, 3,5 mil são novatos. Hytalo de Santana, 18 anos, começou o curso de administração, que sempre foi o que ele queria. “Estou bastante ansioso e feliz por estar aqui."

Mellissa Hitzschky, 18, deu início à mesma graduação e está conciliando com o curso de direito, que faz em outra instituição. "Pretendo juntar os dois para, futuramente, abrir um escritório de advocacia ou outras ideias para agregar os dois cursos", avaliou.

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