[Fotos] Movimentos sociais lutam contra desigualdade no Grito dos Excluídos

Várias bandeiras de movimentos sociais, sindicais, LGBTQI+ e de políticos em campanha foram hasteadas na área do coreto da Praça do Derby

Grito dos Excluídos faz concentração na Praça do DerbyGrito dos Excluídos faz concentração na Praça do Derby - Foto: Arthur de Souza/Folha de Pernambuco

Militantes, membros de movimentos sociais e sindicais, coletivos, assim como políticos que vão disputar as próximas eleições, se concentraram no coreto da Praça do Derby, na área central do Recife, para o 24° Grito dos Excluídos. Cerca de 500 pessoas assistem às apresentações artísticas, como a batucada da Nação Mulambo e do Coletivo Siembra.

Por volta das 11h, os manifestantes saíram em caminhada pela Conde da Boa Vista, congestionando o trânsito na área. A avenida Agamenon Magalhães seguia interditada por trios e militantes neste horário. A Polícia Militar estima em 500 o número total de participantes.

Com o tema "Desigualdade gera violência: basta de privilégios!", o Grito faz o protesto pedindo, ainda, mais atenção e cuidado com a natureza. "Vamos andar até a Rua da Aurora, onde daremos um abraço simbólico no Rio Capibaribe, pedindo mais políticas voltadas para o nosso meio ambiente", afirma um dos organizadores do ato, Marcus Silvestre.

Várias bandeiras de movimentos sociais, sindicais, LGBTQI+ e de políticos em campanha foram hasteadas na área do coreto. Candidatos como Fernando Ferro, Carlos Veras, Ivan Moraes, Dani Portela e Albanise Pires aproveitam para atender eleitores. Artistas, como o ator Irandhir Santos, também estão presentes. "É a oportunidade de nós nos juntarmos para pedir o fim dos privilégios. Historicamente, o Brasil foi construído com regalias para alguns grupos, como a capitanias hereditárias e o regime de escravidão. Isso se reflete até hoje e são esses privilégios que geram desigualdade e, consequentemente, a violência", ressalta Marcus Silvestre.

O autônomo José Bezerra, de 59 anos, participa do evento desde 1995, sempre vestido do ex-presidente Lula. "Sempre vou defende-lo. Fez muito pelo povo. Outros políticos é que deveriam estar presos. É uma homenagem, mas também um protesto pela injustiça que estão cometendo. É o Grito e o Galo, eu não perco por nada", disse.

Freiras da Congregação Beneditinas Missionárias de Tutzing, vieram de Olinda participar do Grito. "É um momento muito forte para a igreja no Brasil. Nós sempre fazemos questão de construir e participar do Grito, em solidariedade para com aqueles que são excluídos pela sociedade e não são atingidos pelas políticas públicas", afirmou.

O Coletivo Democracia Santacruzense, formado por torcedores e torcedoras do Santa Cruz e que debate o futebol politicamente, se fez presente pedindo que seja discuta a importância do esporte para a construção de uma sociedade mais justa. É a segunda vez que eles participam do Grito. "Nós enxergamos o futebol como um espaço de inclusão de uma parcela da população na política. Está no dia a dia das pessoas. Então é importante estarmos politizado o debate, para que a gente possa fazer do esporte um espaço mais democrático", defendeu Diogo Xavier, 24 anos, membro do coletivo.

Os ambulantes também se fizeram presentes e aproveitam a oportunidade para ganhar um dinheiro extra no feriado. Anderson Costa, 35 anos, vende a bebida indígena Axé todos os anos. "Além de trabalhar, eu quero participar do movimento. Sempre venho, todos os anos e o pessoal sempre compra meu axé."

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