Frequentadores do Geap relatam que criminosos eram da vizinhança

Grupo Espírita Amor ao Próximo, em Jaboatão, foi alvo de assalto na noite da última quarta (5), que terminou com quatro mortos e vários feridos

Josuel do Nascimento, 52: É incrível porque (o Geap) é um ambiente que só faz ajudar o povo, acho até que ajudou esses dois (os criminosos) - se eles são da áreaJosuel do Nascimento, 52: É incrível porque (o Geap) é um ambiente que só faz ajudar o povo, acho até que ajudou esses dois (os criminosos) - se eles são da área - Foto: Ed Machado/ Folha de Pernambuco

A vizinhança do Grupo Espírita Amor ao Próximo (Geap), no bairro de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, reclama da falta de segurança e relata que os assaltos são frequentes na localidade. Inclusive, o crime que aconteceu na noite da última quarta (5), quando quatro pessoas morreram e várias ficaram feridas.

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“É lamentável porque nós acolhemos a comunidade, colocamos as crianças na escola, damos alimentação, roupa, atendimento odontológico. Mesmo assim, não temos segurança”, comentou à reportagem uma frequentadora do Geap que mora na vizinhança, e pediu para não ser identificada. Ela confirmou que os criminosos estavam assistindo à palestra, “como se fossem visitantes”, antes de anunciarem o assalto. “Foi uma tragédia terrível . Eles foram reconhecidos pelos vizinhos aqui, porque não é o primeiro assalto que eles fazem. Esse (da quarta, 5) é que foi planejado mesmo”, afirmou.

A mesma moradora reclamou que a comunidade não tem segurança alguma. “Infelizmente, o secretário (de Segurança) é fraco! O governador Paulo Câmara deveria ter mais cuidado com isso, porque a gente está aqui para fazer o bem. E vamos continuar, isso não vai desanimar a gente não”.

Outra moradora da vizinhança do Geap relatou que o socorro demorou muito a chegar. “Essa rua é alvo de muitos assaltos, a polícia demorou muito a chegar. Eu mesma liguei várias vezes, fiz eles ouvirem os tiros, eles perguntaram onde era, depois disseram que que já tinha sido comunicado, mas demoraram muito a chegar. Tanto a política quanto o Samu”, contou.

Dono de uma marcenaria na localidade, Josuel do Nascimento disse que nunca presenciou nada parecido. “A turma roubava carro aqui na frente, quando os visitantes chegavam. Esta rua é um deserto. Eu estava em casa quando ouvi os barulhos dos tiros, e quando saí já tinha o tumulto, um elemento morto. É incrível porque (o Geap) é um ambiente que só faz ajudar o povo, acho até que ajudou esses dois (os criminosos) - se eles são da área. Eu mesmo não dormi direito, fiquei assustado”.

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