Ter, 11 de Agosto

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EUA

Frota de encouraçados da classe Trump promete ser uma das mais caras da história

Primeiro encouraçado de propulsão nuclear custaria cerca de 23,4 bilhões de dólares (R$ 120 bilhões) em valores de 2026

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou, em dezembro de 2025, os planos para a nova classe de navios de guerra que levará seu nome, uma homenagem normalmente reservada a líderes que já deixaram o cargo.O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou, em dezembro de 2025, os planos para a nova classe de navios de guerra que levará seu nome, uma homenagem normalmente reservada a líderes que já deixaram o cargo. - Foto: Kent Nishimura/AFP

A construção da frota de encouraçados da classe Trump poderá custar 275 bilhões de dólares (R$ 1,4 trilhão), o que faria desses navios alguns dos mais caros da história, informou nesta quarta-feira (5) o Escritório de Orçamento do Congresso dos Estados Unidos (CBO).

O primeiro encouraçado de propulsão nuclear custaria cerca de 23,4 bilhões de dólares (R$ 120 bilhões) em valores de 2026, enquanto as embarcações seguintes, cuja aquisição está prevista até 2056, teriam um custo médio de 18 bilhões de dólares, informou a CBO, órgão apartidário, em um relatório.

Em comparação, o USS Gerald R. Ford - o maior porta-aviões do mundo - custou cerca de 13,3 bilhões de dólares em valores de 2008, o equivalente a mais de 20 bilhões de dólares (R$ 102 bilhões) corrigidos pela inflação.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou, em dezembro de 2025, os planos para a nova classe de navios de guerra que levará seu nome, uma homenagem normalmente reservada a líderes que já deixaram o cargo.

As embarcações serão fortemente armadas e contarão com mísseis antiaéreos e de ataque terrestre, armas hipersônicas, mísseis nucleares de cruzeiro, lasers e um canhão eletromagnético (railgun), segundo a CBO.

Os navios da classe Trump serão maiores que os atuais destróieres e cruzadores americanos, mas terão um deslocamento ligeiramente inferior ao dos últimos encouraçados dos Estados Unidos - da classe Iowa -, retirados de serviço na década de 1990.

Washington ficou significativamente atrás de Pequim em número de embarcações em sua Marinha.

No ano passado, o Congresso publicou um relatório no qual autoridades militares americanas e outros especialistas manifestaram preocupação com o ritmo do programa de construção naval da China.

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