Fuja das ciladas de comer na rua

Evitar comidas gordurosas e observar o ponto de venda diminuem os riscos da intoxicação alimentar no Carnaval

Cuide da alimentaçãoCuide da alimentação - Foto: Roger/Folha de Pernambuco

O percurso de um bloco carnavalesco pode ter mais armadilhas do que o folião imagina. Um perigo silencioso na forma de comida e bebida nem sempre tão bem-vindos quanto parecem na hora em que a fome bate. É o risco da alimentação fora de casa, que exigirá no meio da euforia, discernimento para saber o que pode pesar na digestão ou levar a uma indesejável intoxicação.

Segundo especialistas em segurança alimentar, o primeiro cuidado vai para a escolha do cardápio. É que em nome da praticidade, os alimentos mais consumidos na rua nesse período são salgados prontos, cachorros-quentes e outros itens fáceis de encontrar por aí. “Evite também comidas muito manipuladas, que tenham recheios e sejam úmidas, a exemplo do sanduiche natural. É que ele exige temperatura de conservação mais baixa. O que nem sempre ocorre. Sendo assim, a pessoa só deve fazer essa compra de olho no armazenamento adequado”, diz a nutricionista Helen Lima. A dica é preferir os alimentos grelhados, como o popular espetinho, “que tem condição de segurança melhor, por ser um produto mais seco, defumado e que, embora seja manipulado, recebe calor por mais tempo”, reforça.

Impossível não associar a comida também ao seu ponto de venda. Ainda mais durante o Carnaval, quando o comércio ambulante se faz presente em boa parte dos polos de folia. É comércio que faz a Vigilância Sanitária de Olinda e Recife realizarem atividades educativas e inspeções sanitárias desde a semana pré-carnavalesca. Já no meio da folia, quando bate a hora de reabastecer o corpo, vale notar a estrutura oferecida. “Devemos dividir em alguns pontos. Um deles é em relação ao manipulador, se está com roupa adequada, protegeu os cabelos e demonstra ter o mínimo de contato direto com a comida. O cuidado continua com o local, que não deve ter alimento no chão, estar perto de esgoto aberto ou ter moscas ou outros insetos em volta”, completa Lima.

Se tudo em volta parecer conspirar a favor da saúde, ainda assim não é hora de baixar a guarda. Com o alimento em mãos, vale observar alguma alteração de aparência ou cheiro. Para a nutricionista Christinne Borba, os riscos diminuem se a escolhe incluir frutas e hortaliças frescas. “É importante preferir opções naturais. O açaí, por exemplo, é refrescante, energético e, se consumido refrigerado, como deve ser, é ideal para os ambientes quentes de Carnaval”, sugere. Ainda segundo a especialista, outra boa escolha inclui nozes, castanha, amêndoas e amendoim, “que são fontes de vitamina do complexo B e minerais, envolvidos no processo de energia”, defende.

Gelo - Esse é um ponto que pouca gente leva em conta. É que todas as fabricantes de gelo do Estado devem ter um selo de qualidade estampado na embalagem do produto. Recurso que, você, leitor, já parou para analisar no Carnaval? “Nesse caso, é bom conhecer o ponto de venda, ciente de que gelo escama não é adequado para consumo, apenas para conservação de alimentos e bebidas. Para comsumo, apenas a versão em cubo, que deve ser observada sua transparência se tem alguma impureza ou mudança de cor, por possível contato com substâncias indevidas”, orienta Lima.

Veja também

Antes de colocar a cara no sol, proteja-se
Vida Plena

Antes de colocar a cara no sol, proteja-se

Tratamento dentário em crianças diminui até 89% na pandemia
Saúde

Tratamento dentário em crianças diminui até 89% na pandemia