Fundaj considera resposta da PCR sobre atacado dos presentes insubsistente

Antônio Campos, presidente da Fundação Joaquim Nabuco, enviou uma carta ao o prefeito do Recife na última sexta-feira (16)

Terreno onde pode ser construído o Atacado dos Presentes, no Poço da PanelaTerreno onde pode ser construído o Atacado dos Presentes, no Poço da Panela - Foto: Julya Caminha/Folha de Pernambuco

O presidente da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), Antônio Campos, oficiou o prefeito do Recife, Geraldo Júlio, na última sexta-feira (16), sobre os impactos da criação de uma nova unidade do Atacado dos Presentes no bairro do Poço da Panela, Zona Norte do Recife.

Em nota, o presidente da Fundaj afirmou que a o retorno dado pelo prefeito é insubsistente - não tem fundamento –. “Continuamos apreensivos, pelo que estou baixando formalmente uma Comissão para acompanhar o caso e solicitei que a procuradoria da Casa inicie os estudos jurídicos sobre o caso”, disse Antônio Campos.

No oficio, o presidente explicou que, para seguir o acompanhamento, a Fundação organizou uma comissão de especialistas para acompanhar um tema, solicitando todos os estudos de impacto ambiental e cultural causado pelo empreendimento no bairro.

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Confira a carta da Fundação Joaquim Nabuco na íntegra:
“Em nossos 70 anos de atuação, em comemoração no mês corrente, nosso maior presente é oferecer, em especial, aos recifenses um espaço de convivência cultural. Para isso estamos projetando transformar nossa sede em um grande complexo cultural, com cinema, cinemateca, pinacoteca, museu, galerias de exposições. Será um expressivo polo cultural da Cidade do Recife.

Ainda, é oportuno registrar que em nossa propriedade está localizado o centenário imóvel Casarão do prédio "velho" (ex-Hospital Magiot), que pertenceu a Francisco Ribeiro Pinto Guimarães, cujo processo para tombamento federal está em análise de instrução por nossos pesquisadores.

Ao tomarmos conhecimento, pelos jornais, da construção de uma grande loja em nossa vizinhança tememos que o impacto do empreendimento comercial coloque em risco nosso empreendimento cultural.

Pelo exposto, solicitamos que seja disponibilizado para a Fundaj todos os estudos de impacto ambiental e cultural do empreendimento comercial, bem como seja debatido na sociedade os efeitos do funcionamento de uma loja de 12,1m² num dos bairros mais tradicionais do Recife, e de relevância ambiental e cultural da nossa Cidade.

Esta Fundação está constituindo uma comissão de especialistas para acompanhar o tema.

Atenciosamente,
Antônio Campos, presidente da Fundaj”

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