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Futebol feminino do Sport em novo patamar

Equipe inicia atividades agora sedimentado em estrutura profissional

Novo elenco leonino, que conta com 23 atletas, sendo sete pernambucanas,  foi apresentado ontem à imprensa, na sede do clube. Equipe terá atividades em período integralNovo elenco leonino, que conta com 23 atletas, sendo sete pernambucanas, foi apresentado ontem à imprensa, na sede do clube. Equipe terá atividades em período integral - Foto: Rafael furtado

 

Ao mesmo tempo em que apresentava o projeto do futebol feminino à imprensa, na tarde de ontem, o presidente do Sport, Arnaldo Barros, também conhecia os novos funcionários. “Sei que temos nutricionista e fisiologista na comissão. Cadê vocês? Se apresentem”, disse ele, exemplificando que, dessa vez, o trabalho a ser realizado na modalidade terá caráter profissional. É a primeira vez que o clube assina, por exemplo, contratos com jogadoras e comissão técnica.
O elenco, que tem o comando do jovem treinador Jonas Urias, ex-Centro Olímpico de São Paulo, conta com 23 meninas, sete delas pernambucanas, a maioria remanescente dos últimos times montados no Rubro-negro, como as experientes Regiane e Lindinalva, mais conhecida como Pintinho. “Estamos vivendo a realização de um sonho que nutríamos desde o começo no futebol. Antes mal tínhamos passagem para vir ao clube. Os treinos dependiam da disponibilidade do campo. Agora temos um contrato, somos funcionárias do Sport. É uma proposta diferenciada”, comentou Regiane, de 28 anos.
Segundo Arnaldo Barros, a reativação do departamento, que teve as atividades suspensas no primeiro trimestre do ano passado, é a realização de uma das suas promessas de campanha. Coincidentemente, a modalidade volta à ativa justamente após uma mudança de regras na Conmebol - a partir de 2019, será obrigatória a existência de uma equipe feminina nos clubes que tiverem interesse em disputar eventos como a Taça Libertadores e a Copa Sul-Americana. Há ainda uma exigência semelhante no contrato firmado com a Caixa Econômica Federal, patrocinadora máster do futebol leonino.
“Não tem nada a ver. A determinação de termos uma equipe de futebol feminino é por acreditarmos no talento delas. É um desejo nosso fazermos um trabalho diferenciado”, pontuou Arnaldo, que tinha o posto de vice-presidente do clube em 2016. “Tivemos que encerrar as atividades no ano passado por uma questão orçamentária. Também por falta de grandes competições para participarmos”, justificou. Vale ressaltar que o calendário da CBF segue com as mesmas disputas da temporada anterior.
Motivações à parte, o fato é que a proposta apresentada trata, enfim, o futebol feminino de maneira profissional. A assinatura de contratos de trabalho com os membros da comissão e as atletas é um grande passo dado dentro de um cenário no qual as meninas se acostumaram a ter vínculos temporários ou por competição, enquanto, paralelamente, trabalhavam em outras áreas do mercado.
Esse aspecto foi um dos fatores que favoreceu a contratação de Urias, por exemplo. “Eu trouxe a minha proposta, que é ter as atletas em período integral, com treinos técnicos, táticos, físicos e atividades multidisciplinares que visam otimizar o trabalho. O Sport está buscando estabilidade no futebol feminino e oferecendo ótimas condições de estrutura. Além de ser um clube de camisa e que pode fazer dessa iniciativa uma referência”, comentou o Urias, considerado um dos profissionais mais talentosos da modalidade.
Neste primeiro semestre, os compromissos são o Pernambucano, que tem início no dia 8 de março, e o Brasileiro, com previsão de início no dia 12 de março. Na segunda metade do ano, o foco é a Copa do Brasil e a possível realização de uma Copa São Paulo de Futebol Feminino. Nas próximas semanas, o time deverá fazer amistosos contra equipes masculinas da base do clube e ainda contra adversários locais, como o Vitória de Santo Antão, e regionais, a exemplo do São Francisco do Conde, da Bahia.

 

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