Garimpo

Garimpeiros ilegais se dispersam do Rio Madeira

Nas últimas semanas, dezenas de balsas se dirigiram para região no Amazonas após notícia que no local haveria ouro

acomodações e estruturas de mineração no rio Madeira, próximo à comunidade de Rosarinho, em Autazes, estado do Amazonasacomodações e estruturas de mineração no rio Madeira, próximo à comunidade de Rosarinho, em Autazes, estado do Amazonas - Foto: Bruno Kelly / Greenpeace / AFP

Garimpeiros começaram a se dispersar do local no Rio Madeira, no Amazonas, onde vinham se aglomerando por conta de notícia da presença de ouro. Os deslocamentos em direção a Manaus começaram na madrugada desta sexta-feira (26) na tentativa de fugir da mobilização da Polícia Federal, que articula operação para reprimir a extração ilegal de ouro na região. Nos últimos dias, chamaram atenção as imagens de dezenas de balsas atracadas no rio.

De acordo com moradores, garimpeiros divulgaram informações que haveria ouro no trecho do rio que fica próximo de Autazes, cidade ribeirinha de Manaus. A notícia se espalhou, levando vários garimpeiros se instalarem na beira do rio.

Na manhã desta sexta-feira, a PF deixou Brasília rumo a  Manaus, segundo informações da TV Globo. Em áudios obtidos pela emissora, os garimpeiros chegam a dizer que ''é facinho'' não ser flagrado pela polícia. ''Todo mundo se espalha e vaza fora. E quando a polícia chegar, ninguém tá ai'', comentou um garimpeiro.

Nas redes sociais, garimpeiros que invadiram o Rio Madeira divulgaram atividades do grupo e chegaram até negociar mercúrio, metal tóxico utilizado para extrair ilegalmente ouro. A substância envenena as águas dos rios. Uma das publicações os garimpeiros também vendem uma balsa no valor de R$ 350 mil.

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