Gestão Covas diz que não vai relaxar quarentena a partir de 10 de maio em SP

No entanto, o governo paulistano deve promover um endurecimento, com criação de bloqueios para diminuir o fluxo na cidade

Bruno Covas, prefeito de São PauloBruno Covas, prefeito de São Paulo - Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O secretário municipal de Saúde, Edson Aparecido, afirmou nesta quinta-feira (30) que já há uma decisão tomada para não haver relaxamento da quarentena em São Paulo a partir de 10 de maio.

O governo estadual havia anunciado que haveria reabertura a partir desta data, último dia de quarentena, de acordo com índices de cada região. No entanto, o governo paulistano deve promover um endurecimento, com criação de bloqueios para diminuir o fluxo na cidade.

"A curva de óbitos e confirmação é crescente. Ela vinha acontecendo numa velocidade menor, mas na última semana sobretudo a gente vê claramente que a velocidade aumentou muito. Esses números nos fazem acreditar que as medidas de isolamento não têm que ser arrefecidas, nós temos que permanecer com essas medidas", afirmou o secretário municipal de Saúde, Edson Aparecido, em live com vereadores paulistanos na manhã desta quinta.

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Mais cedo, Aparecido afirmou posicionamento similar à TV Globo. "Já há uma decisão tomada, nós não temos como relaxar as medidas de isolamento a partir do dia 10 de maio. Na capital é absolutamente impossível fazermos isso, ao contrário, nós estamos iniciando uma discussão na prefeitura para que a gente possa fortalecer algumas dessas medidas para que a gente consiga fazer com que o isolamento na cidade possa crescer desse patamar de 48%", afirmou Aparecido.

Segundo ele, a prefeitura ainda estuda medidas adicionais de endurecimento. Um dos pontos que a prefeitura pretende é restringir a circulação por meio de bloqueios, gerando congestionamento e desestimulando que as pessoas saiam.

Atualmente, são feitos bloqueios educativos, em ruas da periferia, que têm apresentado índices maiores de mortes por suspeita de coronavírus. A primeira via bloqueada, foi a Radial Leste, na segunda-feira (28).

No dia seguinte, foram bloqueios em três avenidas, número que se repetiu na quarta. Nesta quinta, a prefeitura fez a ação nas avenidas Sapopemba, São Miguel e Mateo Bei, na zona leste, além da estrada do M'Boi Mirim, no extremo sul.

Os pontos são calculados de acordo com os índices dos locais.

A prefeitura encomendou estudo sobre eventuais bloqueios de vias, que podem incluir até mesmo corredores como a 23 de Maio.

O governador João Doria (PSDB) afirmou na quarta também que, na atual situação, será impossível fazer o relaxamento previsto. "Numa taxa de isolamento de 48%, não há menor condição de flexibilização de isolamento, com os riscos de colapso no atendimento público nos hospitais."

Na quarta, o governador e o prefeito Bruno Covas anunciaram a obrigatoriedade do uso de máscaras em ônibus, táxis e carros de aplicativos de carona no estado de São Paulo. A regra vale a partir do dia 4 de maio. Trata-se de mais uma medida no sentido de endurecer a quarentena.

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