Gestores lamentam instabilidade no Ministério da Saúde

Secretários de Saúde de Pernambuco e do Recife elogiaram veia técnica da equipe atual e citaram temor pelo futuro

Wanderson de Oliveira, secretário de Vigilância em Saúde, em coletiva no Ministério da SaúdeWanderson de Oliveira, secretário de Vigilância em Saúde, em coletiva no Ministério da Saúde - Foto: Divulgação

O dia turbulento no Ministério da Saúde, com o pedido de demissão do secretário executivo de Vigilância em Saúde, Wanderson de Oliveira, posteriormente negado pelo gestor da pasta, Henrique Mandetta, e as constantes e cada vez mais reais ameaças de mudança na equipe, geram temor não só nos profissionais federais, mas também nas secretarias dos estados e municípios do País.

Em coletiva de Imprensa nesta quarta-feira (15), o secretário de Saúde de Pernambuco, André Longo, e do Recife, Jailson Correia, elogiaram o trabalho realizado por Wanderson de Oliveira e lamentaram a notícia do desligamento do mesmo. Durante a entrevista, no entanto, eles foram informados da negativa por parte de Mandetta e comemoraram o fato, embora reconheçam que a instabilidade vivida pela pasta tem sido um complicador.

"Essa instabilidade é lamentável, prejudica a concentração dos esforços para o melhor propósito de resultados. Fico até mais feliz porque foi com muito pesar que recebi a noticia hoje”, disse André Longo, ao saber da continuidade de Wanderson de Oliveira, apesar de os discursos dos membros do Ministério da Saúde sinalizarem uma despedida em breve.

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“É uma preocupação os rumos que o Ministério da Saúde vai tomar. Comungo da felicidade por ver negado o pedido de demissão, mas isso representa que esse núcleo, que devia estar trabalhando com toda tranquilidade, está sob pressão imensa. Então, além do assunto complexo que é essa epidemia, tem essa instabilidade”, disse Jailson Correia.

"Toda descontinuidade em momento de crise pode gerar prejuízos. Talvez seja o melhor quadro técnico do Ministério da Saúde. A instabilidade vista em nível central é preocupante. Temos procurado evitar que nossas coletivas tenham críticas porque é um momento que a nação precisa de união de esforços. Mas essa questão gera consequências também nos estados. Nossa preocupação é com a continuidade do trabalho, da linha técnica. O propósito hoje é o melhor planejamento e técnica para ter o melhor enfrentamento da pandemia. Esperamos que a gente não tenha prejuízos com tudo isso que está acontecendo”, corroborou Longo.

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