Ginástica artística nacional fez sua melhor campanha em Pans

Brasileiros somaram quatro ouros, quatro pratas e três bronzes, estando no pódio nos cinco dias de competição

Arthur Nory e Caio Souza comemoram conquistas no PanArthur Nory e Caio Souza comemoram conquistas no Pan - Foto: Ricardo Buffolin/CBG

Pela primeira vez na história dos Jogos Pan-Americanos, o Brasil foi o país que mais conquistou medalhas na ginástica artística. As competições da modalidade em Lima terminaram nesta quarta-feira (31). Com pódio em todos os cinco dias de disputas, os brasileiros somaram quatro ouros, quatro pratas e três bronzes, a melhor participação no evento. A performance deste ano superou, por pouco, a de 2007, quando a equipe brasileira tinha Diego Hypolito, Jade Barbosa e Laís Souza como destaques –Daiane dos Santos, lesionada, ficou com o pódio apenas na disputa por equipes, em segundo lugar.

As duas delegações conseguiram onze medalhas no total e quatro ouros, mas o time de Lima teve duas pratas a mais que o do Rio. Outra diferença é que, em 2007, seis das medalhas foram conquistadas na ginástica feminina (um ouro de Jade, no salto). No Peru, as mulheres ficaram com três bronzes. Estados Unidos e Canadá foram, respectivamente, segundo e terceiro colocados em 2019 – ambos com três ouros, mas os canadenses atrás com quatro pratas a menos (6x2).

Desde a primeira edição do Pan, em 1951, só os EUA (11 vezes) e Cuba (seis) haviam terminado em primeiro na modalidade. As medalhas de ouro do Brasil vieram na competição por equipes masculina, com Caio Souza no individual geral, e com Francisco Barretto no cavalo com alças e na barra fixa. Maior destaque individual, Barretto recusa o rótulo de protagonista. "Não sou mais que ninguém. Cada um inspira o outro no treinamento, somos praticamente uma família. Essas medalhas são consequência de seis horas de treino por dia, seis vezes por semana, mas a gente não fez nada de mais", afirmou o ginasta de 29 anos.

A marca brasileira em 2019 supera com larga diferença os números atingidos no Pan-Americano de Toronto, em 2015. Lá, o país ficou apenas com cinco medalhas, a única de ouro de Arthur Zanetti nas argolas. Campeão em Londres-2012 e prata na Rio-2016, Zanetti era favorito para repetir a marca em Lima, mas errou um movimento em sua apresentação e foi prata.

Entre as mulheres, a maior medalhista em Lima foi Flávia Saraiva, com três bronzes: por equipes, individual geral e no solo. Esta última é a única que ela não havia conquistado em Toronto. Vale lembrar que o time feminino teve duas baixas para o Pan. Lesionada, Rebeca Andrade sequer viajou para o Peru, enquanto Jade Barbosa foi cortada após se machucar durante os treinamentos, já na capital peruana.

No masculino, além dos pódios já citados, Arthur Nory foi prata no individual geral e na barra fixa, e Caio Souza conquistou o segundo colocado nas barras paralelas. Em 2015, Caio foi o terceiro colocado no salto, e o País, o segundo por equipes. "Aqui é uma preparação para a gente e um espelho para o mundo de como o Brasil está nas Américas. O Pan serve também para que os atletas participem de competição com público grande e toda a expectativa gerada para eles", disse Henrique Motta, coordenador-geral da Confederação Brasileira de Ginástica. Em outubro será realizado o Mundial de Stuttgart, na Alemanha, maior teste para a Olimpíada de Tóquio e com distribuição de nove vagas por equipe no evento do próximo ano.

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