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Governo libera consumo de peixes, crustáceos e moluscos do litoral pernambucano

Foram analisadas amostras enviadas à PUC-RJ, contemplando 13 espécies de peixes, duas espécies de camarão, além de marisco, ostra e sururu. Estudo sugere que se evite o consumo de xaréu e sapuruna temporariamente

Coletiva de Imprensa no Instituto Agronômico de Pernambuco para divulgação de laudos sobre análise em animais marinhos no litoral de PernambucoColetiva de Imprensa no Instituto Agronômico de Pernambuco para divulgação de laudos sobre análise em animais marinhos no litoral de Pernambuco - Foto: Wellington Silva/Folha de Pernambuco

A análise de pescados e frutos do mar realizada pelo Governo do Estado, em parceira com a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e PUC-RJ, atesta a segurança do consumo de peixes, crustáceos e moluscos pescados no litoral do Estado. Os detalhes da pesquisa foram divulgados em coletiva de imprensa, na tarde desta terça-feira (3), no Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA).

Até o momento foram analisadas 55 amostras das 94 enviadas à PUC-RJ, contemplando 13 espécies de peixes, duas espécies de camarão, além de marisco, ostra e sururu. Desse total, somente uma amostra de xaréu e uma de sapuruna apresentaram níveis de toxicidade equivalente em benzo [a] pireno superiores aos determinados pela Anvisa. Assim, sugere-se que o consumo de xaréu e sapuruna seja temporariamente evitado.

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De acordo com a professora do Departamento de Biologia da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) Karine Magalhães, em cada colônia de pescadores foram coletadas três amostras de cada espécie. "Nos dois casos em que houve contaminação, os peixes estavam presos num curral onde havia muito óleo. Por isso, recomendamos não comer essas espécies até a próxima análise, que deve sair no meio de dezembro”, afirmou a professora.

Karine Magalhães explica que quem comeu xaréu e sapuruna nos últimos meses não precisa se preocupar. "Se você consumir um desses peixes não vai ficar doente imediatamente. Pelo peso médio da população, se a gente continuasse consumindo durante cinco anos o pescado contaminado é que existiria o risco de uma em 100 mil pessoas ter câncer. Ninguém vai ter câncer se comeu um xaréu essa semana. Podemos ficar bem tranquilos quanto a isso", acrescentou.

"Coletamos em todo o litoral os peixes mais representativos do consumo de pescado em Pernambuco, junto com mariscos, crustáceos, inclusive em áreas onde não houve a aparição de manchas, como na Ilha de Deus e no Pina", disse o secretário de Desenvolvimento Agrário do Estado, Dilson Peixoto. Novas coletas e testes serão realizados ao longo de três meses. Após este período será reavaliada a continuidade do trabalho.

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