GPCA vai investigar caso de criança com 'tapurus' na cabeça

Representante do Conselho Tutelar formalizou queixa nesta quinta (12). A criança teve encefalite devido a infestação de larvas na cabeça e os pais podem ser responsabilizados.

GPCAGPCA - Foto: Divulgação

O conselheiro tutelar Ozeias Paulo que esta a frente do caso da suspeita de maus-tratos e negligência paternas de uma de uma menina de 1 ano e 10 meses que foi socorrida com mais de 100 larvas de mosca - popularmente chamadas de tapurus – buscou a polícia na tarde desta quinta-feira (11). Segundo ele, a Gerência de Polícia da Criança e do Adolescente (GPCA) confeccionou o boletim de ocorrência e começará a investigar denúncia. Ozeias Paulo informou ainda que a menina deve passar nos próximos dias por exames traumatológicos que ajudem a verificar danos atuais e possíveis sequelas cerebrais.

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“A partir desse laudo do IML (Instituto Médico Legal) vai poder se verificar se houve dano no cérebro. A partir dai é que a polícia pode ou não caminhar com uma ação criminal”, disse o conselheiro. O possível caso de negligência foi descoberto depois que a mãe da bebê buscou a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Nova Descoberta, no Recife, há alguns dias, já que a menina reclamava de dores na cabeça. Depois de um atendimento inicial, ela foi transferida para o Hospital Maria Lucinda, onde os médicos constataram a gravidade da situação e iniciaram a retirada das larvas. Ela desenvolveu quadro clínico de encefalite, uma inflamação no cérebro que pode causar danos permanentes. A criança teve alta hospitalar na última quarta (10) e esta colhida em um abrigo.

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