Grafite, a esperança

A torcida tricolor saiu do Arruda mais feliz com a volta de seu artilheiro do que com a vitória, que de nada serviu, pois o gol sofrido no fim determinou a eliminação do Santa Cruz da Copa Sul-Americana.

Espetáculo "Olha Pro Céu, Meu Amor"Espetáculo "Olha Pro Céu, Meu Amor" - Foto: Antônio Roque/Divulgação

Eis que depois de três meses de “seca”, Grafite se encontra com o gol. A torcida tricolor saiu do Arruda mais feliz com a volta de seu artilheiro do que com a vitória, que de nada serviu, pois o gol sofrido no fim determinou a eliminação do Santa Cruz da Copa Sul-Americana. Essa competição, aliás, tornou-se um fardo para um clube cujo elenco mal consegue dar conta dos jogos da Série A, onde cambaleia como penúltimo colocado e sério candidato ao rebaixamento.

A alegria dos torcedores, porém, é justifica. Desde que um helicóptero aterrissou nas Repúblicas Independentes do Arruda, em agosto do ano passado, trazendo o goleador que o clube passou a viver de seus gols. E como foram importantes os tentos na Série B do ano passado, quando o time garantiu sua vaga na elite do futebol nacional. Há jogadores que apenas jogam, como diria o Conselheiro Acácio, nobre personagem de Eça de Queiroz.

Grafite faz muito mais. Ele ganha jogos. Descoberto nas divisões amadoras do interior de São Paulo, defendeu a Matonense e veio par ao Santa há 15 anos como um ilustre desconhecido. Aqui, no Recife, namorou, casou e fez sucesso. Tanto que foi parar no Grêmio. De lá para o Goiás, São Paulo, Wolfsburg (Alemanha), Seleção Brasileira e, no fim da carreira, a volta ao aconchego tricolor, quando ajudou o time a conquistar, além do Estadual, o inédito título de campeão do Nordeste.

O Santa tem 11 jogos ainda na Série A. Precisa vencer sete. É muito. Os céticos duvidam. Mas se Grafite estiver embalado nada será impossível. Alto e forte, é um atacante que une habilidade, força e uma incrível capacidade de usar o corpo para sobrepujar os adversários. Dentro da área, é fatal.

Os gols marcados ontem, no Independiente, de Medellin, acenderam uma luz verde, de esperança, no imaginário coral. E tem sido assim nesta segunda passagem do atacante pelo Arruda. Suas fases ruins e boas paralelas ao rendimento da equipe. Se Grafite vai mal, o Santa também. Se ele cresce, os resultados aparecem.

Vamos aguardar. A coluna Balanço na Rede será publicada neste portal às segundas e quintas.

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