Grandes jornais internacionais repercutem 'mar de óleo' no Nordeste brasileiro

O fotógrafo Léo Malafaia registrou o momento de criança banhada em óleo nessa segunda-feira (21), na praia de Itapuama, no Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife

Jornal Clarín, da Espanha, destaca foto de Léo Malafaia, da Folha de PernambucoJornal Clarín, da Espanha, destaca foto de Léo Malafaia, da Folha de Pernambuco - Foto: Reprodução/Clarín

Manchas de óleo - de origem ainda inexata - atingem o litoral nordestino brasileiro desde o último 30 de agosto. A tragédia tem repercussão na mídia internacional e ganhou mais uma imagem dramática com a publicação, em grandes jornais mundo afora, de fotografia capturada pela Folha de Pernambuco na praia de Itapuama, no Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife.

Fotógrafo da Folha, Leo Malafaia percebeu o momento em que um menino ajudava na coleta dos resíduos feita por voluntários. Feita na última segunda-feira (21), dia em que o resíduo chegou à Itapuama, a imagem mostra também quando Everton Miguel dos Anjos, 13 anos, tentou se limpar do óleo que grudado à pele.

Assim como como trechos da areia da praia, estavam sujos de preto os braços e pés descalços de Everton. O menino trabalhou colhendo petróleo desde a noite de domingo, quando vieram as primeiras manchas do mar de Itapuama, para onde foi com quatro irmãos e vizinhos do bairro de Ponte dos Carvalhos. “Minha mãe abriu o bar aqui em Itapuama e eu vim para ajudar. Tinha nada para fazer”, revelou.

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O jornal inglês The Guardian estampou a imagem como a principal imagem dentre as fotos desta quarta-feira no mundo. A foto circulou em outros veículos internacionais como The New York Times (dos Estados Unidos), Clarín (Argentina), SVT Nyheter (Suécia) e Hamshahri (Irã), além da Agence France-Presse (França).

Especialistas destacam que o óleo pode levar vários prejuízos à saúde, incluindo dermatites, reações alérgicas e náuseas. Não é recomendado manipular o óleo sem o uso de máscaras, luvas e botas. Inclusive, fiscalizações municipais começaram a isolar os locais afetados para proibir o trabalho voluntário por pessoas sem equipamento de segurança.

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