Grupo fortemente armado explode caixas eletrônicos em Porto de Galinhas

Alvos foram as agências da Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil. Quadrilha realizou 40 minutos de disparos para intimidar os moradores e a polícia

Banco do Brasil de Porto de Galinhas ficou destruídoBanco do Brasil de Porto de Galinhas ficou destruído - Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

Mais de 15 homens fortemente armados explodiram as agências do Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal de Porto de Galinhas, no município de Ipojuca, na Região Metropolitana do Recife, na madrugada desta sexta-feira (3), por volta da 1h30. Além das explosões, a quadrilha realizou 40 minutos de disparos para intimidar os moradores e a polícia.

Os disparos atingiram a delegacia da Polícia Civil, viaturas policiais, além de residências, estabelecimentos comerciais e veículos particulares. Ninguém ficou ferido. Ao todo, 11 boxes da Feira de Artesanato foram destruídos pelas chamas da explosão. Os comerciantes do local ficaram abalados, já que perderam todos os trabalhos que ficavam expostos para venda.

Segundo o perito Heldo Souza, do Instituto de Criminalística, mais de 50 munições deflagradas foram encontradas pelo município. "Eles estavam fortemente armados. Foram encontradas mais de 50 cápsulas, além de fragmentos de sangue e um segmento de ferro que foi utilizado para arrombar as agências", comentou.

Ainda segundo o perito, na fuga, dois veículos - picapes S10 - foram deixados no local. Os carros foram incendiados. "Os carros foram destruídos e as placas queimadas, mas estamos realizando uma pericia minuciosa para colher materiais importantes", comentou. Os criminosos fugiram com malotes de dinheiro e espalharam grampos na rodovia PE-90. A Polícia Federal foi acionada ao local. Até o momento, ninguém foi preso.

Segundo o chefe de comunicação social da Polícia Federal, Giovani Santoro, a agência da Caixa Econômica Federal havia sido abastecida na última quinta-feira (2). "Eles levaram o dinheiro do cofre, mas não destruíram os terminais. Imagens da agência registraram a ação criminosa. Estamos muito perto da identificação de todos os criminosos", revelou Giovani, que informou que peritos da PF também foram acionados ao local.

Moradores de Porto de Galinhas relataram os minutos de pânico que viveram durante a investida criminosa. "Foram 45 minutos de tiros e explosões. Só tinha visto isso em filme. Graças a Deus, ninguém se feriu. Eu passei 30 minutos deitado no chão próximo ao fogo cruzado. Os disparos atingiram várias casas", comentou o surfista Júnior Lagosta. Fotos enviadas por leitores da Folha mostram a comunidade com baldes de água apagando as chamas na agência do Banco do Brasil.

Em nota, o Corpo de Bombeiros informou que foram deslocadas viaturas ao local por volta das 2h30. A corporação combateu o incêndio na rua Beijupirá e nas duas agências bancárias. Ainda segundo os bombeiros, foram encontrados diversos grampos na rodovia e houve apenas danos materiais. 

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