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Grupo reúne empresários em SP para prestigiar governo Bolsonaro

Conhecido como 'Lide de Saias', Voto foi criado por mulheres e une executivos a políticos

Jair Bolsonaro (sem partido) em encontro promovido pelo Grupo VotoJair Bolsonaro (sem partido) em encontro promovido pelo Grupo Voto - Foto: Alan Santos/PR

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) participou de um almoço com cerca de 150 empresários nesta quarta-feira (25), em São Paulo. Também estavam presentes os ministros Paulo Guedes (Economia), Tarcísio Gomes de Freitas (Infraestrutura), Bento Albuquerque (Minas e Energia), Fábio Faria (Comunicação) e Ricardo Salles (Meio Ambiente).

O evento, que conseguiu reunir tantas autoridades, foi organizado pelo Grupo Voto. Fundado pela cientista política Karim Miskulin há 16 anos no Rio Grande do Sul, o grupo afirma que aproxima o setor público do privado através de eventos de relacionamento.

Pessoas ouvidas pela reportagem, que preferiram que seus nomes fossem mantidos em sigilo, disseram que o grupo é conhecido como "Lide de saias", em referência à empresa do governador João Doria (PSDB-SP), que promovia eventos com empresários e políticos. Doria está afastado da gestão do Lide.

 



"Fico honrada com a comparação. O Doria fez um trabalho extraordinário no Lide e abriu espaço para mostrar com transparência essa relação do público com o privado. Nosso objetivo é o mesmo", diz a fundadora e presidente do Grupo Voto, Karim Miskulin.

"A gente tem um diferencial. Por sermos liderado por mulheres, conseguimos tornar o ambiente mais humanizado. Eu não vou me candidatar."

Segundo ela, o Grupo Voto nasceu como uma revista feita por mulheres para envolver mais mulheres nos assuntos dominados pela política. Há nove anos, começaram os eventos com empresários e políticos.

"Temos um carro chefe chamado Ciclo Brasil de Ideias. Já levamos os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso, Lula e Temer enquanto estavam no poder", afirma ela.

Para conseguir reunir Bolsonaro e a lista de ministros, ela conta que a negociação começou no início do ano. Miskulin é amiga do ministro Onyx Lorenzoni (Cidadania) e do ex-ministro Osmar Terra.

A presidente diz que o grupo é apartidário, mas defende uma agenda liberal.

"Nascemos fomentados pelo apoio da indústria do Rio Grande do Sul. Nascemos mais voltados para defender economia de mercado, liberdades individuais e coletivas. Não tem nenhuma conotação partidária, mas temos esse conceito de liberdade econômica", afirma.

O grupo tem agradado empresários paulistas. "Resolvi ser patrocinador nesse ano para ver como seriam esses eventos. E vou lhe dizer que ela [Karim] é realmente muito forte. Também patrocino o Lide e outros", diz o empresário Roberto Vilela, da RV Ímola Transportes e Logística.

Vilela contou que graças a cota de patrocínio que adquiriu pôde sentar na mesma mesa do presidente. Ele diz que não pode contar o valor investido.

O empresário afirma que a conversa com o presidente foi rápida. "Ele mesmo fala pouco, conversei mais com o Tarcísio e com o Guedes."

Antes do almoço, discursaram os ministros Tarcísio e Guedes e o presidente. Em sua fala, Bolsonaro disse que o governo não pode atrapalhar quem produz.

"Às vezes o pessoal culpa, ah, o Congresso... É diferente de mim. Tenho 23 ministros, mas tenho uma caneta, deputado não tem caneta. Se bem que na economia, a caneta é minha, mas a carga é, sua Paulo Guedes", afirmou o presidente.

Em seu discurso, Guedes afirmou que o país está passando por um período de transformação e que a economia brasileira está em plena recuperação. "Todos os indicadores a que eu tenho acesso, como consumo de luz e água, mostram isso."

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