Ucrânia

Guerra na Ucrânia afeta mais de 1 bilhão de pessoas no mundo, diz chefe da ONU

Segundo Guterres, isso representa "um dos maiores desafios que já foram colocados à ordem internacional"

O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, fala na 58ª reunião plenária da Assembleia Geral em Nova York, em 23 de fevereiro de 2022, sobre o conflito Rússia-UcrâniaO secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, fala na 58ª reunião plenária da Assembleia Geral em Nova York, em 23 de fevereiro de 2022, sobre o conflito Rússia-Ucrânia - Foto: Timothy A. Clairy / AFP

A guerra da Rússia na Ucrânia, "que viola a Carta das Nações Unidas", afeta 74 países em desenvolvimento e 1,2 bilhão de pessoas - declarou o secretário-geral da ONU, António Guterres, durante a abertura de uma reunião do Conselho de Segurança nesta terça-feira (5).

"Nossa análise indica que 74 países em desenvolvimento, com uma população total de 1,2 bilhão de pessoas, são particularmente vulneráveis ao aumento dos preços de alimentos, energia e fertilizantes", afirmou.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, participou desta sessão, logo depois, por meio de uma chamada de vídeo. Segundo a ONU, é a primeira vez que o chefe de um Estado devastado pela guerra se dirige ao Conselho de Segurança dessa maneira.

"A guerra na Ucrânia deve terminar agora. Precisamos de negociações sérias para a paz, baseadas nos princípios da Carta das Nações Unidas", acrescentou o chefe da ONU.

Segundo Guterres, isso representa "um dos maiores desafios que já foram colocados à ordem internacional e à arquitetura da paz mundial baseada na Carta da ONU. Por sua natureza, sua intensidade e suas consequências".

"Estamos diante de uma invasão total, em várias frentes, de um Estado-membro da ONU, à Ucrânia, por outro, a Federação Russa - membro permanente do Conselho de Segurança -, em violação à Carta da ONU", denunciou mais uma vez. 

Moscou tinha "vários objetivos, entre eles o redesenho das fronteiras internacionalmente reconhecidas entre os dois países", insistiu, em um novo ataque virulento contra o Kremlin.

"A ofensiva russa também causou o deslocamento de mais de dez milhões de pessoas em apenas um mês, o movimento populacional forçado mais rápido desde a Segunda Guerra Mundial", completou Guterres.

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