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COP26

Guterres preocupado com possível fracasso da COP26

Os progressos de negociações das últimas semanas "não foram suficientes", alertou Guterres

António Guterres António Guterres  - Foto: Mark Garten / ONU

O secretário-geral da ONU, António Guterres, expressou nesta quinta-feira (21) sua inquietação com o pouco tempo disponível para "evitar um fracasso" na Conferência da ONU sobre o clima (COP26), que começa em dez dias em Glasgow (Escócia).

Os compromissos contra as mudanças climáticas que foram assumidos até agora pelos países são um "bilhete de ida para o desastre", alertou Guterres em uma videoconferência de imprensa.

"Quando vejo o pouco tempo disponível entre hoje e Glasgow, e quando vejo como estamos longe de onde deveríamos estar, fico profundamente inquieto, embora mantenha a esperança", acrescentou o secretário-geral das Nações Unidas.

Os progressos de negociações das últimas semanas "não foram suficientes", emendou.

"Espero que ainda estejamos nos prazos para evitar um fracasso, mas o tempo urge, cada vez é mais difícil e é por isso que estou inquieto", disse.

Para evitar o fracasso, Guterres pediu "senso de responsabilidade" a todos os governos, em especial aos do G20, formado pelas principais economias do planeta, que se reúne na semana que vem, às vésperas do início da COP26.

O próprio Guterres se dirigirá à cúpula do G20, que tem que entregar um compromisso sólido, com metas claras de redução das emissões de gases de efeito estufa, ou o financiamento da ajuda aos países pobres para lutar contra as mudanças climáticas.

A China não anunciou ainda suas novas metas de redução de gases estufa, enquanto os países mais ricos do clube tampouco ofereceram ainda um compromisso claro com uma promessa de pôr sobre a mesa 100 bilhões de dólares ao ano.

"A contaminação por carbono de alguns poucos países pôs a humanidade de joelhos", disse Guterres, lembrando que o G20 representa 80% das emissões mundiais.

Os países industrializados prometeram abandonar o carvão como combustível até 2030, enquanto o restante deve alcançar a meta até 2040.

"China e Estados Unidos devem fazer mais do que anunciaram até agora", disse Guterres, que pediu também a participação ativa do Brasil.

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