Hamas teria entregue o corpo de Shiri Bibas à Cruz Vermelha nesta sexta-feira, afirma al-Jazeera
Na véspera, Israel afirmou que os restos mortais atribuídas à refém capturada em novembro de 2023 não eram dela, mas sim de uma mulher palestina
Integrantes do grupo terrorista Hamas teriam entregue o corpo da refém israelense Shiri Bibas à Cruz Vermelha na Faixa de Gaza, um dia depois de Israel afirmar que os restos mortais atribuídos à mulher, capturada em novembro de 2023 com seus dois filhos, não eram dela, mas sim de uma mulher de Gaza.
As informações são da rede al-Jazeera, do Catar. O incidente levou a uma onda de críticas vindas de Israel ao grupo palestino, e acusações de violação aos termos do cessar-fogo em vigor desde o mês passado no enclave, além de ataques ao premier Benjamin Netanyahu por não trazer de volta com vida todos os reféns.
De acordo com o serviço árabe da al-Jazeera, um representante das Brigadas al-Qassam, o braço armado do Hamas, "o corpo da prisioneira israelense Shiri Bibas foi entregue à Cruz Vermelha" nesta sexta-feira (21), sem dar mais detalhes.
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A rádio do Exército israelense, citando fontes nas Forças Armadas, disse ter recebido a informação da Cruz Vermelha de que organização "havia recebido uma ligação do Hamas sobre o corpo de Bibas, e os detalhes estão sendo investigados".
Segundo o Canal 12 de Israel, o corpo ainda não teria sido entregue, mas o Hamas indicou um local para que fosse retirado e levado para o território israelense, e que a família da refém estava sendo informada sobre a operação — em comunicado no X, o Exército pediu que "não sejam publicadas informações não verificadas que possam prejudicar os esforços".
O portal YNet revelou que a polícia israelense já recebeu instruções para escoltar um comboio vindo de Gaza até o Instituto de Medicina Legal para uma nova análise.
Na quinta-feira, como parte do acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas, o grupo palestino entregou os restos mortais de quatro dos reféns capturados durante os ataque de 7 de outubro de 2023: o de Oded Lifshitz, dos filhos de Sheri, Kfir e Ariel, de nove meses e quatro anos, respectivamente, e de Sheri — contudo, a análise forense revelou que o corpo entregue como sendo da refém não era dela, mas sim de uma mulher de Gaza.
Imediatamente, autoridades israelenses acusaram o Hamas de quebrar o acordo, e o grupo admitiu que pode ter ocorrido um erro.

